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Crédito: Rui Porto Filho / Fotoarena

No norte fluminense, a greve atinge as cidades de Macaé, São João da Barra e Cardoso Moreira. No noroeste do estado, a paralisação afeta as agências de Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Santo Antônio de Pádua, Itaocara, Italva, Itaperuna, Natividade, Porciúncula, Varre-e-Sai, Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Cantagalo, Cambuci, Cordeiro, São Fidélis, São João da Barra e Miracema.
Nas regiões onde a greve começou há mais tempo, como Nova Friburgo, Macaé e Campos dos Goytacazes, já falta dinheiro para reabastecer os caixas eletrônicos.
Conforme a Federação Estadual dos Vigilantes do Rio de Janeiro além do reajuste de 10%, a categoria reivindica elevação do piso salarial, hoje em R$ 800. Os trabalhadores querem também que o tíquete passe dos atuais R$ 8,20 para R$ 15. Além disso, os vigilantes exigem parcelamento do adicional de risco de vida em três parcelas de 9%, para completar os 30% em 2013. O sindicato patronal ofereceu 1,5%.
Na próxima semana, a entidade projeta que paralisação deve atingir as agências de Volta Redonda e outras cidades do sul do Estado, mas espera que haja acordo na reunião marcada para segunda-feira (4) com os patrões.
O que diz a legislação
A lei federal n° 7.102/83, que trata da segurança nos estabelecimentos bancários, determina que as agências só podem ser abertas ao público com "a presença de vigilantes", o que significa o mínimo de dois trabalhadores. Além disso, o plano de segurança, que cada unidade é obrigada a renovar anualmente junto à Polícia Federal, pode fixar mais vigilantes.
O delegado Henrique Silveira Rosa, chefe da Divisão de Controle e Fiscalização de Segurança Privada da Polícia Federal, explica como é definido o número de vigilantes. "A decisão é tomada com base nas estatísticas de violência do bairro e na movimentação monetária que a instituição pretende ter". Para ele, "o cumprimento de todos os quesitos previstos na lei é fundamental para a segurança de funcionários e clientes".
Bancários fiscalizam cumprimento da legislação
Os sindicatos dos bancários estão apoiando a luta dos vigilantes e fiscalizando os bancos para garantir o cumprimento da legislação. A informação é da Federação dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Em Campos, desde o primeiro dia da greve, nenhuma agência abriu para o público, uma vez que o Sindicato dos Bancários esteve firme na determinação de fazer cumprir a lei. Agentes da Polícia Federal fizeram visitas às unidades, advertindo os gerentes quanto à ilegalidade da abertura de estabelecimentos bancários ao público sem o aparato de segurança necessário. Ao contrário das outras bases, onde há paralisação, em Campos a greve foi ininterrupta desde 23 de março.
Em Itaperuna, a greve dos vigilantes continua forte, exceto em duas agências onde os vigilantes voltaram a trabalhar, permitindo a abertura das unidades.
Em Macaé, a dificuldade foi imposta pelo Itaú, que, em alguns dias, insistiu em manter agências abertas, mas sem numerário, o que é ilegal.
Em Nova Friburgo, depois de tentar em vão negociar com o Itaú, o Sindicato dos Bancários ajuizou junto à Justiça do Trabalho uma Ação Civil Pública denunciando a insistência do banco em abrir agências sem vigilantes.
O juiz substituto Derly Mauro Cavalcante da Silva concedeu liminar a favor do Sindicato, determinando que "o Itaú se abstenha de abrir suas agências bancárias". O magistrado estabeleceu também que, caso desobedeça a determinação, a empresa deverá uma multa diária de R$ 10 mil. A liminar garantiu que ficassem fechadas as 35 unidades dos cinco municípios da base do Sindicato de Nova Friburgo onde os vigilantes estão em greve.
Fonte: Contraf-CUT com Agência Brasil e Feeb RJ-ES