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Esses fundos seguem indicadores como ouro, prata, petróleo, imóveis e até a variação das ações brasileiras, porém em dólares.
No caso dos fundos, além da infinidade de produtos, o brasileiro se livra do "come-cotas" -procedimento em que os gestores recolhem semestralmente o IR devido.
Nos Estados Unidos, o brasileiro não se exime de pagar anualmente à Receita Federal do Brasil o imposto sobre o ganho obtido com aplicações financeiras, mas pode deixar o dinheiro rendendo sobre uma parcela que já teria ido para o fisco.
No longo prazo, essa diferença torna os investimentos "offshore" (fora do país) tão interessantes quanto a previdência privada brasileira.
Instituições como Santander, Itaú Unibanco, Citibank e a corretora Souza Barros atendem o cliente brasileiro em português e dão assessoria completa para ajudá-lo a investir em dólares o dinheiro ganho no Brasil.
Além dos investimentos, essas instituições cuidam de assuntos como inventários, abertura de empresas (para escapar do imposto sobre herança, os brasileiros são orientados a colocar todos os bens em nome de uma empresa), pagamento de impostos e contratação de funcionários domésticos nos Estados Unidos.
Para essas instituições, Miami virou uma praça com a clientela abastada mais importante depois de São Paulo, Rio e Belo Horizonte.
Fonte: Folha de São Paulo