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Tombini dá assim claras demonstrações de que desconhece a vida real e está cedendo às chantagens e mais uma vez se aliando ao mercado financeiro.
Ao afirmar que "o rendimento das aplicações financeiras está em elevação", ele confessa que a política monetária que está implantando não serve para defender a moeda, nem para conter a inflação e muito menos para distribuir renda, mas sim para favorecer os especuladores, que vivem de sugar o povo brasileiro.
"Afinal, o 1,25% de aumento da taxa Selic promovida pelo Banco Central na gestão Tombini representou a transferência de aproximadamente R$ 19 bilhões do suor e trabalho do povo brasileiro para os especuladores e rentistas", critica Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.
Ao desestimular o consumo, Tombini faz exatamente o oposto do chamado feito pelo ex-presidente Lula em dezembro de 2008, quando foi à televisão incentivar a população brasileira a não parar de consumir – um dos fatores que afastou a crise financeira internacional e manteve o Brasil no rumo do crescimento econômico, com a distribuição de renda que se conhece.
O presidente do BC quer agora fazer o caminho inverso, como os neoliberais de governos passados, quando os salários foram achatados e nem por isso a inflação foi contida. E o resultado foi o que conhecemos:estagnação, crescimento medíocre do PIB, vulnerabilidade às crises internacionais, empresas fechadas, desemprego, aumento da concentração da renda e miséria.
"Ao eleger Dilma Roussef presidente da República, o povo brasileiro deu um claro sinal de que não deseja retornar aos tempos de sofrimento e desesperança", diz Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "O que se pretende é um país voltado para o futuro, para o desenvolvimento e distribuição de renda. E para isso o Banco Central precisa mudar a sua rota, para que a promessa da presidenta de acabar com a miséria possa realmente ocorrer."
Fonte: Contraf-CUT