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2. Na penúltima rodada, dia 14/09, os bancos assumiram o compromisso de apresentar uma "proposta global" na reunião seguinte, dia 22. Mas não cumpriram. Mesmo depois que outras categorias com a mesma data-base dos bancários (1º de setembro) já estavam fazendo acordos com aumentos reais de salário, no dia 22 os bancos apresentaram a proposta de 4,29% de reajuste (inflação do período) e zero de aumento real.
3. Dessa forma, os bancos desconsideraram nossa reivindicação de 11% de reajuste e rejeitaram as demandas por melhoria na Participação dos Lucros e Resultados (PLR), valorização dos pisos salariais, adoção de medidas de proteção da saúde focadas no combate ao assédio moral e às metas abusivas, mais segurança para trabalhadores e clientes nas agências, garantia de emprego, mais contratações e igualdade de oportunidades para acabar com as discriminações contra mulheres, negros e pessoas com deficiência.
4. Mesmo com a recusa, no dia 23/09 o Comando Nacional enviou carta à Fenaban solicitando que os bancos apresentassem até o dia 27 nova proposta que contemplasse as expectativas dos bancários, para que pudesse ser apreciada nas assembleias do dia seguinte. Mas a Fenaban sequer respondeu a carta.
5. Essa intransigência é incompatível com a situação privilegiada dos bancos. O lucro líquido apenas dos cinco maiores (BB, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa) somou R$ 21,3 bilhões no primeiro semestre. É um crescimento do lucro líquido de 32% na média em relação ao mesmo período do ano anterior.
6. Os bancários continuam abertos à negociação e aguardam uma proposta dos bancos.