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Segundo Reis, as taxas subiram 50% nos primeiros cinco anos após a privatização na Inglaterra, entre 2003 e 2008, e devem subir mais 50% até 2013. O novo aeroporto de Atenas, construído para receber os turistas que foram assistir à Olimpíada 2004, começou a operar em 2001 com tarifas 500% maiores do que o aeroporto antigo e está em terceiro lugar no ranking mundial de cobrança de taxas.
No de Sidney (Austrália), não houve aumento de tarifa após a concessão, mas os preços tinham dobrado um ano antes do leilão para garantir a lucratividade dos grupos privados. Em Lima, o governo optou por um modelo que previa o pagamento de royalties de 46% da receita do aeroporto, mas a concessionária criou novas taxas, como verificação de bagagem e conexões, para assegurar a obtenção de lucros exorbitantes.
O preço das tarifas aeroportuárias impacta diretamente no valor das passagens aéreas, chegando a 11% da receita das empresas aéreas, o equivalente a US$ 42 bilhões por ano, segundo a Iata. No Brasil, as taxas cobradas pela Infraero são menores do que a média e representam cerca de 7% da receita das empresas. A estatal fez este ano um reajuste de tarifas, o primeiro em 14 anos.
Fonte: Hora do Povo