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Crédito: CUT
Manifestação da CUT contra a privatização dos aeroportos
De acordo com Marcelo, ao precarizar os serviços aeroportuários, a privatização vai fragilizar e ampliar a vunerabilidade da segurança operacional e de voo. "Já deu para ver o que aconteceu com a privatização do setor de energia, onde a falta de manutenção está fazendo os bueiros explodirem no Rio de Janeiro e trazendo o apagão para as capitais do país. Sabemos que 98% dos acidentes nos aeroportos acontecem nos pousos e decolagens, por isso são tão importantes os investimentos em infraestrutura de pista e equipamentos, na navegação aérea. São setores que não podem ser sucateados de forma alguma. Por isso, 85% dos aeroportos do mundo estão sob controle do Estado, pois nós sabemos como age o interesse privado", acrescentou.
INEXPERIÊNCIA
"As autoridades responsáveis pelo processo da concessão insistem em entregar atividades aeroportuárias que exigem precisão a quem não tem experiência no assunto. Decidiram que os 38 anos de experiência da Infraero na área podem ser terceirizados e, portanto, precarizados a partir do leilão dos aeroportos", denuncia o presidente do Sina, Francisco Lemos.
Conforme o Sindicato, "os interessados na concessão estão de olho no poder aquisitivo dos passageiros das classes A e B que circulam nos aeroportos, restando para os das classes C e D – que abandonaram as cansativas viagens de ônibus – a discriminação e até mesmo o retorno às estações rodoviárias".
Durante a tarde de terça-feira (18) e a manhã desta quarta-feira, circularam rumores de que para evitar os protestos contra a privatização, o governo estaria analisando ampliar a estabilidade para cinco anos.
"Na verdade, isso é uma proposta indecente, pois só adiaria o tempo de demissão do pessoal", declarou Tavares, sublinhando que a categoria tem um compromisso muito maior do que com o seu próprio emprego, que é o compromisso com o Brasil e o povo brasileiro.
Fonte: Leonardo Wexell Severo – CUT