Agências sem vigilantes não podem abrir para atendimento ao público

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Vigilantes em greve no centro de Curitiba

As agências bancários só podem abrir suas portas para atendimento ao público com a presença de vigilantes, de acordo com a lei federal nº 7.102/83. Isso significa no mínimo dois trabalhadores. O número total de vigilantes é definido no plano de segurança de cada estabelecimento, que deve ser apresentado anualmente e aprovado pela Polícia Federal.

Nesta sexta-feira (1º), os vigilantes realizam uma paralisação nacional de 24 horas pelo pagamento imediato do adicional de risco de vida de 30%, conforme garante a lei nº 12.740/2012. O movimento poderá ocasionar também greve por tempo indeterminado em alguns estados e cidades onde a categoria se encontra em campanha salarial e as negociações não avançaram.

A Contraf-CUT apoia integralmente a luta dos vigilantes. "Manifestamos todo apoio à mobilização e chamamos os bancários de todo país a fortalecer esse importante movimento, retribuindo o imenso apoio que temos recebido todos os anos dos vigilantes nas campanhas nacionais dos bancários", afirma Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.

Além de apoiar os protestos dos vigilantes, sindicatos e federações de bancários estão verificando se agências e postos de atendimento estão cumprindo ou não a lei nº 7.102/83.

Qualquer descumprimento dessa lei deve ser imediatamente denunciado por escrito para a Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp) da Polícia Federal mais próxima.

Bancos multados

A Polícia Federal multou no ano passado 13 bancos em R$ 3,557 milhões por descumprimento da lei nº 7.102/83 e outras normas de segurança, durante as três reuniões da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (Ccasp). Dentre as principais irregularidades cometidas pelas instituições financeiras destacou-se o número insuficiente de vigilantes.

Fonte: Contraf-CUT

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