Apenas 4% das empresas de segurança que atuam no RN estão regulares

Getting your Trinity Audio player ready...

Do total de 350 empresas que atuam no setor de segurança privada no Rio Grande do Norte, apenas 19 empresas estão legalizadas. Ou seja, 96% delas trabalham de forma clandestina. Os números foram divulgados ontem pelo Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Rio Grande do Norte (Sindesp/RN). A média nacional de profissionais ilegais chega a 1,5 milhão.

Durante a entrevista coletiva, o presidente da entidade, José Rossini Araújo Braulino apresentou o Estatuto da Segurança Privada, projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados, que prevê a regulamentação de todos os setores da segurança privada no estado.

"Além de obrigar as empresas irregulares a se legalizarem, o projeto vai aumentar a punição aos clandestinos", defendeu Rossini. Após a aprovação do projeto, quem trabalha de forma clandestina pode rebecer pena de reclusão de um a dois anos, com aumento de pena de até 50% se o agente for policial. Os seguranças que integrarem milícias particulares vão receber pena de oito a quinze anos e multa.

É preciso tomar alguns cuidados antes de contratar o serviço de uma empresa de segurança privada, pois quem contrata o serviço ilegal também pode ser punido, com pena que varia de seis meses a dois anos de reclusão e quem financiar ou contratar atividades de segurança privada sem autorização, vai ser punido com pena de um a quatro anos e multa.

De acordo com Rossini, a lei atual, que aplica penas alternativas às empresas e pessoas que trabalham ou contratam clandestinos, pode ser substituída a partir da aprovação do estatuto. "Se não houver pressão, o setor não se regulariza", disse o presidente do Sindesp.

O estatuto foi elaborado por diversas entidades envolvidas no setor de segurança privada. Empresários, sindicatos e a Confederação Nacional dos Vigilantes discutiram a elaboração do projeto de lei. "A previsão é que o projeto seja aprovado até o final do ano", afirmou Rossini. Segundo o presidente do Sindesp, o governo estadual tem interesse em aprovar o projeto.

O estatuto prevê ainda a criação do Cadastro Nacional de Segurança Privada que vai registrar empresas e profissionais de segurança privada legalizados, evitando que a população contrate clandestinos. O setor emprega mais de 15 mil profissionais. Desse total, apenas 4,2 mil profissionais trabalham de forma legal em todo o estado. "O clandestino ganhou espaço", relatou Rossini. O estatuto também pretende regulamentar a segurança nos transportes coletivos, nos presídios estaduais, nas unidades de conservação e reflorestamento e no rastreamento de pessoas.

Licenciamento

Cabe à Polícia Federal fiscalizar o setor de segurança privada em todo o Brasil. A reportagem procurou a PF para repercutir o assunto, mas a delegada Adriana Araújo, que assumiu a Delegacia de Controle de Segurança Privada no Rio Grande do Norte (Delesp), ontem, preferiu não se posicionar sobre o caso.

Fonte: Diário de Natal Online

Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual
Sindicalize-se
Mapa da Violência
Nossos Convênios