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Crédito: Seeb BH

Segundo o funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, Carlos Augusto Vasconcelos, é absurda a falta de segurança nos bancos. "Esta é uma luta antiga do Sindicato junto à Fenaban, para que os gerentes não fiquem mais com as chaves da agência e do cofre e que esse serviço passe a ser feito por uma empresa particular. Se a medida fosse adotada, os gerentes não seriam alvo desses sequestros", afirma.
Outra questão ressaltada pelo diretor é a falta de emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) pelo Bradesco, documento essencial para que os funcionários envolvidos nas ocorrências possam passar por perícia e solicitar afastamento.
"Exigimos do banco e orientamos os funcionários sobre a emissão da CAT. Em outras ocorrências, o banco acabou por demitir o trabalhador envolvido e a CAT é uma segurança para a vítima, que pode ter problemas psicológicos com o passar do tempo e precisa de uma comprovação do ocorrido caso haja necessidade dele se afastar", explica.
O Sindicato tem alertado para o fato de que, apesar de os cinco maiores bancos terem lucrado R$ 24,6 bilhões nos seis primeiros meses de 2012, o investimento em segurança foi de apenas R$ 1,5 bilhão, cerca de 6% em comparação aos lucros.
"As cobranças têm sido feitas também junto à Fenaban e o Sindicato tem participado de reuniões para a negociação de um projeto-piloto de segurança bancária, que visa garantir mais segurança a clientes, funcionários e usuários das agências", concluiu.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb BH