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Depois de entrarem na unidade, fortemente armados, e renderem o vigilante, eles passaram a ameaçar os bancários. O carro-forte havia passado há poucos minutos e os funcionários foram obrigados a entregar o malote que abasteceria o autoatendimento. Para a fuga, os bandidos roubaram o carro de um dos clientes e levaram o vigilante e o gerente como reféns, que foram liberados mais adiante.
Mas, além da insegurança, os diretores do Sindicato se chocaram com a insalubridade causada pela reforma na agência. Além do alagamento e dos tapumes que substituíam as paredes, havia fios expostos, cimento, poeira espalhados por todos os locais. As cadeiras onde os bancários sentavam estavam cobertas de pó. No primeiro andar, escoras seguravam as telhas e lonas plásticas improvisadas substituíam o forro de gesso. Um dos trabalhadores chegou a afirmar que ouvira de um cliente a seguinte afirmação: "Aqui, vocês têm de trabalhar com capacetes e luvas, como operários".
A chuva voltou a cair enquanto os dirigentes do Sindicato aguardavam na agência. As goteiras tomaram conta do lugar. A água escorria pela fiação e em cima dos caixas. Estavam presentes o secretário de Bancos Privados do Sindicato, Geraldo Times; o secretário de Administração, Epaminondas Neto; o secretário de Saúde, João Rufino; o secretário de Cultura, Esportes e Lazer, Adeílton Filho, e o diretor Fábio Régis.
Eles entraram em contato com o banco para garantir que a agência não funcione nestas condições. Durante a tarde, os representantes do Santander deram um retorno e se comprometeram a manter a unidade fechada nesta quinta e sexta, para que a agência só volte a abrir quando houver condições de funcionamento. O Sindicato vai voltar ao local para acompanhar.
Fonte: Fábio Jammal – Seec PE