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Crédito: Paulo d Tarso
protesto_bb_rio.jpgAo meio-dia da última terça-feira, dia 10, o clima pesou na calçada em frente ao edifício SeDan, sede administrativa do BB no Rio de Janeiro. O Sindicato dos Bancários dos Rio fez um ato público para lembrar o 7º dia da morte de Luís Carlos Lyra, funcionário do banco que morreu do coração depois de ser descomissionado como punição por não cumprir as metas estabelecidas pelo banco.

Um esquete – dramático, fugindo do tradicional estilo bem-humorado – da Cia. de Emergência Teatral sobre sofrimento, perda e dedicação emocionou os presentes. Ao final da apresentação, funcionários do prédio e sindicalistas deixaram flores na fachada do prédio, em alusão à morte do bancário.

Solidários na adversidade

Entre os funcionários do SeDan presentes à manifestação, alguns tinham boas razões para ficarem alarmados. Está em curso uma reestruturação de departamentos do banco que está fazendo pairar sobre as cabeças dos empregados o pânico do descomissionamento.

Na Contadoria Geral – CoGer e na GeCoi – Gerência de controle Interno já houve casos de trabalhadores transferidos e descomissionados. Na CoGer, que já vinha sendo assombrada pelas mudanças, cinco funcionários já deixaram seus cargos: um se aposentou; outro, com dez anos de banco, deixou a empresa após passar em concurso público para a FINEP; e três foram trabal har na DTVM – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

As vagas deixadas por eles não foram preenchidas no Rio de Janeiro. "O banco havia acenado com a possibilidade de fazer um estudo e realizar a reestruturação num prazo de três anos. Mas, antes mesmo do estudo estar pronto, as mudanças já começaram. Estas três vagas foram transferidas para Brasília, onde vai se concentrar a operação da CoGer", informa Maurício Zanazi, empregado do departamento. Na GeCoi a situação também é difícil e já houve transferências para a rede de atendimento e para São Paulo.

Para os bancários, o prejuízo do descomissionamento não é só no contracheque de cada mês, mas também na renda futura. Além da redução salarial alterar o cálculo da aposentadoria pelo INSS, também afeta o saldo de contribuições do fundo de pensão do BB, a Previ.

Aos funcionários que ingressaram no banco antes de 1998, a situação é menos dramática já que, com o superávit do plano a que estão vinculados as contribuições foram suspensas temporariamente. Mas os pós-98, que ainda contribuem mensalmente, o impacto é significativo, já que o valor depositado no fundo é um percentual do salário.

Fonte: Feeb RJ-ES

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