Getting your Trinity Audio player ready...
|

Bancos na contramão
Como de costume, o representante dos bancos tentou colocar como inviáveis os investimentos em segurança exigidos no projeto. Suas argumentações foram lançadas por terra diante dos números dos lucros: "Como é que o Itaú, que teve lucro de R$ 10,06 bilhões no ano passado, não pode instalar portas de segurança ou circuito interno de câmera?", indaga o secretário de Saúde do Sindicato, João Rufino.
A fala do representante da Febraban também foi contradita pelas informações da Secretaria de Defesa Social. Segundo os bancos, o número de assaltos estaria diminuindo por conta dos investimentos já feitos em segurança.
O delegado, entretanto, mostrou que, só este ano, em três meses, já foram oito assaltos – nove, se contar o de terça, dia 2, no BB de Mirandiba. Em 2009, foram 12 durante o ano inteiro. O representante da SDS se dispôs, inclusive, a firmar uma parceria com os bancos e instalar câmeras na área externa das agências.
Representante da APPDORT, a bancária aposentada Rosa Bezerra falou sobre o impacto da falta de segurança na saúde dos trabalhadores. E também do desrespeito de alguns bancos, que não prestam assistência psicológica e insistem até em abrir a unidade no mesmo dia do assalto.
Principais avanços do projeto
O projeto exige portas blindadas, giratórias e individualizadas em todos os acessos ao público, com travamento e retorno automático; vidros blindados para armas de grosso calibre nas portas, janelas e fachadas frontais; portas com detector de metais; recipiente para a guarda de objetos metálicos em todos os acessos; e circuito interno de televisão nas entradas e saídas da instituição e também em lugares estratégicos onde se possa ver o funcionamento das agências e postos de serviço da instituição financeira.
Outra determinação trata do trabalho de quem cuida da segurança das agências. Estes funcionários deverão utilizar coletes à prova de bala nível três e serão proibidos de acumular atividades em outras instituições.
Propostas do Sindicato
O Sindicato apresentou, por escrito, algumas contribuições ao projeto de Josenildo. Confira alguns itens:
– que todos os dispositivos exigidos na Lei Federal como facultativos sejam considerados obrigatórios;
– que se garanta a presença constante de, no mínimo, dois seguranças em cada pavimento da agência, com rendeiro para a hora do almoço;
– que as portas com detector de metais tenham, ao lado, a régua de leds – que auxilia o vigilante a identificar em que parte do corpo do cliente foi detectado o metal;
– que haja cabine blindada para os vigilantes e eles não sejam utilizados para serviços de informação;
– que sejam colocadas câmeras filmadoras e fotográficas em todas as agências – no interior, auto-atendimento e área externa;
– que haja vidros blindados em toda a parte que separa o auto-atendimento da parte interna da agência.
Fonte: Seec-PE