Bancários de Pernambuco lançam Comitê pela Reforma Política

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Crédito: Seec Pernambuco
Seec Pernambuco Com ato público realizado na terça-feira (22) em frente à sede do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, em Recife, foi oficialmente lançado o Comitê dos Bancários pela Reforma Política.

Os diretores do Sindicato distribuíram material informativo e conversaram com transeuntes. Assim eles deram início ao debate e, de forma festiva, cantaram a música tema da campanha, composta por Xandó e Marquinhos de Jucurutu: “O povo quer estar no poder, o povo quer participar. Por isso vamos construir o Plebiscito Popular”.

Participaram do ato o vereador de Olinda, Marcelo Santa Cruz, e o integrante do Consulta Popular e professor da UFPE e UFPB, Roberto Éfrem, além de representantes de outras categorias, como metalúrgicos e professores.

“Essa é uma discussão que interessa à toda sociedade. Saúde, educação, transporte público… para melhorar tudo isso é preciso que a gente mude nosso sistema político”, afirmou a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello.

Para o vereador, é fundamental que se repense, entre outras coisas, as formas de participação popular. “Hoje nossa democracia se limita à democracia representativa, em que se elege os representantes nos poderes legislativo e executivo. Mas a democracia direta não existe: conseguir aprovar um projeto de iniciativa popular é praticamente impossível, um plebiscito tem que ser realizado por iniciativa do Congresso… enfim, é essencial que a gente aperfeiçoe as maneiras de participação do povo na política”, afirmou Marcelo.

Público ou privado

O financiamento das campanhas foi abordado em todas as falas. Um a um, os participantes do ato criticaram o poder das construtoras, dos banqueiros, das empreiteiras, do agronegócio e de todos os que financiam campanhas para, depois, decidirem o que é importante para a cidade, em detrimento do interesse público.

Enoque Amâncio, que compõe a chapa de oposição do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, citou exemplo de uma fábrica, em Belo Jardim, que apesar de ser altamente poluente, prejudicar a população e causar inúmeros transtornos, permanece impune pois é uma das principais financiadoras de campanhas políticas.

O vereador Marcelo Santa Cruz citou o caso do projeto Novo Recife, que pretende construir doze torres no Cais José Estelita. Apesar de várias irregularidades, o projeto já avançou em muitas etapas, pois as construtoras destinam somas altíssimas para financiamento de campanhas.

A secretária de Finanças do Sindicato, Suzineide Rodrigues, lembrou que também os banqueiros são grandes financiadores e, por isso, não têm qualquer responsabilidade social. “E quem não tem o apoio desta grande iniciativa privada, não se elege. Por isso, o trabalhador, o movimento popular, a mulher e a maioria do povo brasileiro está fora do poder”, diz.

O diretor do Sindicato, Ronaldo Cordeiro completa: “Mais de 70% do nosso parlamento é formado por empresários e latifundiários, ou seja, o Congresso não nos representa”.

Soberania popular

Para Roberto Éfrem, do Consulta Popular, o que os movimentos populares e sindicais estão trazendo à tona é a necessidade de se repensar o sistema político. “Esta iniciativa não vai partir do Congresso Nacional, que se beneficia desta organização. Tem que existir um plebiscito que aprove a instalação de uma assembleia constituinte exclusiva e soberana, ou seja, representantes do povo que sejam escolhidos com o único objetivo de repensar o sistema político. E, para aqueles que argumentam que isso é inconstitucional, eu digo que nossa constituição prima pela soberania popular”.

A campanha do Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político vem sendo realizada nacionalmente por movimentos sociais, sindicais e populares. O objetivo é coletar 10 milhões de votos em todo o Brasil para instalar uma Assembleia Constituinte exclusiva para fazer a reforma política.

Atualmente, já foram construídos mais de 500 comitês populares em todo o Brasil. “Agora, vamos levar essa discussão a cada agência, mobilizar colegas, conversar com a população, realizar eventos e debates. E, de 1 a 7 de setembro, quando a população será consultada se é a favor de que se mudem as leis do sistema político, responderemos SIM à pergunta: – Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?”, afirma o secretário de Bancos Privados do Sindicato, Geraldo Times.

Fonte: Seec Pernambuco

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