Getting your Trinity Audio player ready...
|
Os bancários interditaram na manhã desta terça-feira (09) duas agências no Centro de João Pessoa em protesto por falta de segurança. As agências do Bradesco, localizada na Duque de Caxias, e do Itaú, na Lagoa, tiveram as atividades paralisadas pela categoria que reivindica medidas que garantam a segurança de clientes e funcionários. No início da tarde de ontem a mesma agência do Bradesco foi assaltada por cinco homens fortemente armados, que levaram três malotes de dinheiro e deixaram três pessoas feridas.
Assim como a agência do Bradesco, a do Itaú não tem portas de segurança com detector de metais, o que facilita o acesso de criminosos. Essa foi a segunda ação criminosa contra Bancos este mês na Paraíba. Marcos Henriques, presidente do Sindicato dos Bancários, destacou que as ocorrências criminosas contra Bancos no Estado mais que duplicaram no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012. “Este ano tivemos 37 ocorrências no primeiro trimestre, contra apenas 16 em igual período do ano passado; ou seja, um aumento de quase 120%. E tudo isso por conta da falta de investimento do Bradesco em segurança”, concluiu.
Das ocorrências registradas no ano 14 são explosões, 9 arrombamentos, 7 assaltos e 7 tentativas de arrombamento/explosão. Envolvendo o Bradesco são 13 ocorrências e o Itaú uma. Veja os detalhes no mapa organizado pelo Sindicato dos Bancários.
De acordo com Felipe Rangel, diretor do Sindicato dos Bancários e funcionário do Bradesco, “as três agências do Bradesco assaltadas aqui em João Pessoa não contam com portas de segurança, o que facilita sobremaneira a ação dos bandidos. Outro ponto que nos chama a atenção é que os assaltantes escolhem justamente o horário do almoço para assaltar, como aconteceu ontem, porque tem menos clientes e só um vigilante”.
O presidente do Sindicato, Marcos Henriques, declarou que “a falta de investimento em segurança por parte dos Bancos que mais lucram no país faz com que a sociedade fique a mercê de bandidos. É necessário que os órgãos públicos de segurança cobrem dos Bancos ações que garantam o bem-estar de quem lhes proporciona tantos lucros. Por outro lado o poder público precisa investir em viaturas, armamentos, serviços de inteligência e pagar melhor seus policiais”.
Renata Escarião, assessoria de imprensa do SEEB-PB