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O Fies tem uma taxa de juros de 3,4% ao ano e o pagamento da dívida é feito em um prazo de até três vezes o tempo do curso superior feito mais 12 meses, com um ano e meio de carência após a formatura do aluno. Para ter acesso, o aluno tem que apresentar fiador ou autorizar desconto em folha de pagamento.
Inicialmente, o aluno preencherá cadastro no portal do MEC, depois validará a documentação junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da instituição e concluirá o processo na agência bancária, onde deverá entregar a sua documentação, a do fiador, e assinar o contrato.
O diretor de governo do BB, Sérgio Nazaré, explicou que as discussões para que o BB passasse a fornecer o Fies começaram há cerca de um ano, diante do objetivo do MEC de dinamizar o programa. Segundo ele, a operação é interessante para o BB, já que a instituição tem hoje 1,3 milhão de contas universitárias e somente nos últimos 12 meses, foram abertas 242 mil contas dessa natureza.
"Nós já temos uma proximidade com os estudantes universitários. Essa é uma iniciativa para ampliar o número de contratações do Fies", disse Nazaré.
Além disso, o executivo explicou que o BB conta com 35 agências em diferentes campi universitários e tem uma estratégia comercial de ampliar sua presença nesse ambiente. Nas operações do Fies, o BB vai receber uma taxa de administração que vai variar de 1,5% a 2%, mas ainda não há uma estimativa do banco sobre qual deverá ser o aumento das receitas da instituição com a inclusão do Fies na sua lista de produtos.
Henrique Paim, do MEC, destacou que a parceria com o BB se insere em um contexto de medidas adotadas para ampliar o alcance do Fies. Ele lembrou que neste ano foram tomadas duas medidas que estimulam a tomada desse crédito pelos estudantes. A primeira foi a transformação do Fies em um programa de "fluxo contínuo", ou seja, que pode ser acessado a qualquer momento pelo estudante, sem um período anual predefinido.
Outra medida para ampliar o programa – e que ao mesmo tempo traz retorno para o governo – foi adotada em maio. Ela estabelece que estudantes de magistério – Pedagogia e licenciatura em geral – ou de Medicina, que venham trabalhar, no primeiro caso, em escolas públicas e, no segundo caso, em equipes do programa Saúde da Família, têm um desconto de 1% ao mês em sua dívida com o Fies – independentemente do salário recebido. Assim, de acordo com o tempo de prestação do serviço público, o estudante pode ter sua dívida com o governo zerada.
De acordo com Paim, o programa neste ano tem tido um desempenho bem melhor do que em 2009. Até este mês, já foram fechadas 47 mil contratações, ante 32 mil em todo o ano de 2009. Ao todo, segundo o secretário-executivo do MEC, existem cerca de 500 mil contratos no Fies.
Fonte: Agência Estado