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O levantamento realizado pelo Sindicato aponta que não houve nenhuma demissão por justa causa em Pernambuco no ano passado. "Das 503 homologações, 265 foram sem justa causa, sendo que grande parte era de bancários bem avaliados pelos bancos. Ou seja, as instituições financeiras dispensam funcionários bons apenas para contratar outros sem experiência para ganhar salários bem menores. É a chamada rotatividade, que reduz os rendimentos dos bancários e amplia os lucros dos bancos", comenta Jaqueline.
A rotatividade
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a rotatividade tem sido usada pelos bancos de forma acintosa para reduzir os salários. Conforme levantamento da instituição, a remuneração média de quem foi admitido até setembro do ano passado (R$ 2.487,74) foi 38,45% inferior à média salarial dos desligados (R$ 4.041,62).
"A rotatividade de funcionários nos bancos é uma vergonha. Além de reduzir os salários, essa prática perversa tem criado uma instabilidade muito grande no emprego dos bancários, acabando com a perspectiva de carreira. Infelizmente, ela é muito comum nos bancos privados. É por isso que o Sindicato tem lutado insistentemente para que o Congresso Nacional aprove a ratificação da Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que proíbe as dispensas sem justa causa em empresas lucrativas. Temos enfrentado esta batalha há anos e, com muita luta, conseguimos garantir que o ex-presidente Lula enviasse o texto ao Congresso. Agora, estamos pressionando deputados e senadores para que a Convenção seja aprovada e entre em vigor", explica Jaqueline.
Ambiente insuportável
Um dado que chama a atenção no levantamento das homologações feitas pelo Sindicato no ano passado é o número de bancários que deixaram os bancos por inciativa própria. No ano passado, foram 234 pedidos de demissão. Este dado revela as péssimas condições de trabalho e a falta de perspectivas dos bancários com a carreira.
"A pressão dos bancos para o cumprimento de metas absurdas está acabando com a saúde dos bancários. Muitos não estão aguentando o ritmo de trabalho e a pressão e estão pedindo as contas", diz Jaqueline.
Fonte: Seeb Pernambuco