Getting your Trinity Audio player ready...
|

Yunus, que mora em Bangladesh, país que faz fronteira com a Índia, desembarcou no Brasil ontem. E, com atraso de quase duas horas, após ter sido barrado na imigração do Aeroporto de Guarulhos, conversou com jornalistas. "O microcrédito pode se dar de uma forma robusta e relevante no Brasil", garantiu. Ele disse também que, se encontrar um bom parceiro no País, está disposto a auxiliar no desenvolvimento dessa modalidade de crédito.
Yunus frisou que o objetivo de ampliar o microcrédito no mundo é acabar com a miséria. O economista foi reticente, no entanto, em dizer que programas como o Bolsa Família são bons para combater a miséria.
O economista citou casos da Alemanha e Reino Unido, nos quais existem "até cinco gerações vivendo de assistencialismo". "E o microcrédito pode ajudar a sair do assistencialismo." Ele participa hoje do Fórum de Comunicação e Sustentabilidade, em Belo Horizonte.
Sobre a sua exoneração do comando do Grameen Bank, banco de microcrédito fundado por ele, Yunus reforçou o que já havia declarado: "Foi uma decisão unilateral do governo de Bangladesh".
Fonte: Roberta Scrivano – O Estado de São Paulo