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Bancária e Bancário,
Vocês,
que logo cedo
deixam a família e medo,
partindo com um sorriso nos lábios,
para mais uma jonada de trabalho…
Vocês,
que atendem a todos,
de braços abertos,
sem discriminação;
do negro ao branco,
do rico ao pobre,
da criança ao idoso,
com igualdade respeito…
Vocês,
que se desdobram
para ver se a fila anda;
e, mesmo assim,
ainda são desrespeitados
pelos patrões e pelos clientes,
sem deixarem de ser
esses profissionais valorosos…
Vocês merecem
o nosso respeito
ea nossa homenagem!
Sindicato dos Bancários da Paraíba
A Diretoria
Nesta sexta-feira, 28 DE AGOSTO – DIA DO BANCÁRIO, o Sindicato da categoria profissional vai percorrer as principais agências bancárias da Grande João Pessoa, com carro de som, faixas, cartazes, Jornal do Cliente e um grupo de atores que vai fazer uma sátira sobre os problemas vivenciados por bancários e clientes no dia-a-dia de uma agência.
À noite, a partir das 22 horas, a homenagem aos bancários continua no ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários da Paraíba com um baile ao som do primoroso repertório da renomada Banda Tuaregs. Bancário sindicalizado, acompanhado de dependente, tem entrada livre e convidado paga apenas R$ 10,00. A mesa também custa R$ 10,00.
A história – Em 1951, os bancários brasileiros decidiram inovar na luta por reivindicações salariais e por melhores condições de trabalho. A mobilização da categoria seria unificada nacionalmente. As principais reivindicações pediam reajuste de 40%, salário mínimo profissional e adicional por tempo de serviço. As sucessivas tentativas de negociação fracassaram. Os bancários recusaram o dissídio coletivo e, em São Paulo, realizaram paralisações simbólicas de minutos, dos dias 12 de julho a 2 de agosto. Os banqueiros acenaram com um reajuste em torno de 20%, mas os bancários de São Paulo mantiveram sua reivindicação.
No dia 28 de agosto de 1951, uma assembléia histórica no Sindicato dos Bancários, contando com a presença de 28% da categoria, decidiu ir à greve para conseguir seus direitos. A greve foi deflagrada e logo duramente reprimida. O DOPS prendia e espancava os grevistas. Em todo o Brasil a manipulação da imprensa levou os bancários de volta ao trabalho, mas a categoria em São Paulo resistiu e, em conseqüência, a repressão aumentou. Somente após 69 dias de paralisação, a categoria arrancou 31% de reajuste. Após o término da paralisação a repressão foi ainda mais acentuada. Centenas de bancários foram demitidos e as comissões por bancos foram desmanteladas pelos banqueiros. Mas, como resultado mais positivo, a greve de 1951 colocou em xeque a lei de greve do governo Dutra e provocou, também, a criação do Dieese em 1955.
Isto não significa que a organização do movimento de bancários tenha apenas 50 anos. Não! Suas lutas começaram muito antes. E, como em 1951, a categoria repetiu em outros anos manifestações semelhantes, que garantiram conquistas hoje incorporadas a sua vida laboral. É o caso da jornada de 6 horas, do fim do trabalho aos sábados, da convenção coletiva nacional, do tíquete-refeição, do tíquete-alimentação, da participação nos lucros e resultados, além de outros direitos duramente conquistados.
Hoje, em plena campanha salarial – lançada na última sexta-feira, 21, com um ato público em frente ao condomínio do Banco do Brasil, na Praça 1817, com direito à passeata, orquestra de frevo, faixas e distribuição do Jornal do Cliente – os bancários pedem 10% de reajuste salarial, valorização do piso, distribuição de lucros e resultados mais justos, fim da pressão e do assédio moral, e plano de cargos, carreira e salários (PCCS) para todos os bancários, entre outros itens da pauta de reivindicações.
Com o tema "Os Bancos Abusam – Cadê a Responsabilidade Social?", além da pauta específica da categoria, os bancários também exigem mais respeito à sociedade: fim das filas, juros baixos, tarifas justas e segurança nas agências. E, conscientes de que mesmo com a crise financeira internacional os bancos no País obtiveram lucros fabulosos no primeiro semestre, os bancários não aceitam a crise como desculpas dos banqueiros para não atenderem às suas reivindicações. E prometem ir à greve, caso os bancos radicalizem durante o processo de negociação em curso.