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"Já entramos em contato com a direção do Santander em São Paulo e, em paralelo, protocolamos um ofício no Bandeprev pedindo acesso aos dados do fundo de pensão. É um absurdo os juros e correções que o banco está cobrando sobre essa dívida que não foi causada pelos participantes. Pelo contrário. Esse débito se refere aos dois anos que os associados do Plano Básico deixaram de pagar as contribuições quando o Bandepe foi privatizado" explica o diretor do Sindicato, Epaminondas Neto.
"Na época, o Real comprou o banco e tentou acabar com a Bandeprev, fechando as contribuições. Tentamos, inclusive, efetuar o pagamento das mensalidades em juízo, mas o fundo de pensão não autorizou", afirma o diretor do Sindicato.
Segundo o dirigente, o Sindicato questionou o valor dos juros e correções, mas os representantes do Bandeprev explicaram que a meta atuarial foi exigência da Secretaria de Previdência Complementar.
"Alguns participantes não têm condições financeiras de honrarem a dívida nestes valores. O fundo de pensão disse que estuda algumas alternativas para determinados casos. No fim, a direção da Fundação limitou-se a dizer que estes assuntos devem ser tratados de forma mais abrangente com os representantes do próprio grupo patrocinador. Então é isso que vamos fazer e já estamos cobrando a abertura de negociações com o Santander", afirma Epaminondas.
Ele destaca que o Sindicato também vai marcar uma reunião com a Secretaria de Previdência Complementar para tratar do assunto. "Os bandepeanos têm real interesse em solucionar o impasse, pois é o futuro de suas aposentadorias que está em jogo. Mas não é justo pagarmos esses juros. Até porque a Bandeprev é superavitária e podemos encontrar uma solução negociada para a dívida", afirma Epaminondas.
Fonte: Seec PE