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Crédito: Contraf-CUT
A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, criticou a postura do banco e exigiu que o Santander respeite o Brasil e os brasileiros. Ela informou que a representação dos trabalhadores irá acionar o banco espanhol na Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) por desrespeito às diretrizes para empresas multinacionais, que deixa claro, entre outras normas, que necessariamente, em caso de demissões em massa, devem negociar com o Sindicato antes de qualquer decisão.
"Vamos buscar todos os meios possíveis para barrar esse processo injustificável. É inadmissível que o banco espanhol venha ao Brasil, sucursal que alcançou o maior lucro do grupo no mundo e promova demissões, ainda mais nessa conjuntura de caos das agências. Faltam funcionários para atender os clientes submetidos ao processo de integração mais desastroso da história", ressaltou Juvandia. Em nenhum momento o Sindicato foi procurado pelo banco para falar sobre o assunto.
O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, participou da manifestação, indignado com a postura do Santander. "O Brasil está crescendo e o banco espanhol deveria aproveitar este momento para apostar no crescimento do país, contratando mais funcionários, a fim de melhorar o atendimento aos clientes, além de baratear o crédito e abrir novas agências para incluir milhões de brasileiros que ainda não possuem conta corrente. Dispensar pais e mães de família está na contramão do caminho do desenvolvimento econômico e social", afirma o dirigente sindical, que também preside a UNI Américas Finanças.
Somente em 2010, o Santander registrou no Brasil a bagatela de R$ 7,4 bilhões de lucro, valor nada menos do que 34% superior ao resultado de 2009. Com esses números, o mercado brasileiro ultrapassou até mesmo o espanhol e se tornou o mais lucrativo do banco no mundo, com 25% do total. A Espanha representa, hoje, 15%.
"Portanto, é inaceitável que o banco queira jogar milhares de funcionários no desemprego no Brasil, país onde que gera atualmente o maior resultado no mundo, superando a Espanha, onde garante o emprego dos bancários. Os brasileiros não podem ser tratados como trabalhadores de segunda classe", ressalta Carlos Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo