Bancários e funcionários dos Correios botam a boca no trombone em João Pessoa

dsc_4331.jpg
Getting your Trinity Audio player ready...

dsc_4331.jpg
No final da tarde desta sexta-feira, dia 21, os bancários e os funcionários dos Correios fizeram um ato público no centro de João Pessoa, para denunciar à sociedade a intransigência dos patrões, que abandonaram a via negocial e apostaram no confronto com os trabalhadores.

A greve dos bancários chegou ao seu quarto dia com adesão de 93% na base do SEEB – PB e os funcionários dos Correios chegam ao terceiro dia de paralisação bastante mobilizados. Ante o cômodo silêncio dos patrões, as categorias profissionais em greve se uniram para botar a boca no trombone. O ato ocorreu em frente à agência centro do Bradesco, no centro financeiro da capital paraibana.

Os bancários alertaram a sociedade sobre os truques dos banqueiros, que aumentam seus lucros explorando clientes, usuários dos serviços dos bancos e os bancários. “A ganância dos banqueiros penaliza justamente quem constrói seus fabulosos lucros. E contra a falta de diálogo temos que usar nossa única arma, que é a greve”, ressaltou Marcelo Alves, secretário geral do Sindicato dos Bancários.

“Os funcionários dos correios não podem se subjugar a uma política discriminatória contra os trabalhadores em detrimento dos interesses do capital especulativo. É por isso que estamos na luta, agora fortalecida com o movimento crescente dos bancários”, exaltou Emanuel de Souza, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas dos Correios e Telégrafos da Paraíba.

Reivindicações

Os bancários querem 10,25% de reajuste salarial, melhores condições de trabalho, aumento no piso e na participação nos lucros e resultados, fim das terceirizações, mais bancários, segurança e igualdade de gêneros, dentre outras reivindicações. Os banqueiros até agora só propuseram um reajuste geral de 6%, que representa 0,58% de ganho real, quando os bancários pedem 5%.

Os funcionários dos Correios pedem 43,7% de reposição salarial, R$ 200 linear, tíquete de R$ 35, a contratação imediata de 30 mil trabalhadores, o fim das terceirizações, além de outros pontos para garantia de melhores condições de trabalho. A ECT ofereceu até agora um reajuste de 5,2%; muito aquém das necessidades da categoria em greve.

Fonte: Otávio Ivson / SEEB – PB

Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual
Sindicalize-se
Mapa da Violência
Nossos Convênios