Getting your Trinity Audio player ready...
|
"Mostramos, por exemplo, que o banco está longe de cumprir o item que trata de segurança e saúde ocupacional", afirma o secretário de Formação do Sindicato, João Rufino. As agências não se adequam à Lei de Segurança Bancária do município. O banco recusa-se a emitir Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) em caso de assaltos.
Os exames periódicos são inadequados e classificam como aptos bancários com sérias doenças ocupacionais, reconhecidas pelo INSS. O mobiliário não é ergonômico. Os empregados que precisam se ausentar por conta de doença são obrigados, ao retornar, a assumir as mesmas funções de antes, sob os mesmos riscos.
No que diz respeito ao trabalho forçado e compulsório, o Sindicato revelou como os trabalhadores estão sendo empurrados para os PAAs (Postos de Atendimento Avançado). "São unidades sem estrutura, nenhuma segurança, em locais afastados, onde um único funcionário precisa dar conta de todas as demandas e, muitas vezes, responde por dois ou três postos ao mesmo tempo", explica Rufino.
Os dados do próprio banco foram usados para mostrar que o Bradesco sequer está cumprindo a lei no que se refere à contratação de trabalhadores portadores de deficiência. E, no quesito discriminação, há pouquíssimos negros na empresa; a participação feminina nos cargos de gestão é mínima; e o banco não tem Plano de Cargos e Carreira, com critérios transparentes de ascensão.
No item horário de trabalho, o Sindicato alertou que gerentes são compelidos a trabalhar oito horas – duas a mais que a jornada legal, sem o devido pagamento das horas extraordinárias.
Outro objeto de denúncia foi quanto ao "desenvolvimento e aperfeiçoamento das potencialidades dos colaboradores". O Sindicato lembrou que o Bradesco é o único banco brasileiro que não paga auxílio-educação para seus funcionários.
"Ao mesmo tempo, a empresa exige dos trabalhadores participação em cursos durante o horário de descanso e, ainda por cima, tendo que arcar com as despesas de almoço. A ajuda-quilometragem para despesas com transporte está congelada há mais de cinco anos", questiona o secretário de Bancos Privados do Sindicato, Geraldo Times.
Fonte: Contraf-CUT co Fabiana Coelho – Seec PE