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Praticamente abandonado, o prédio só é utilizado pelo banco em época de campanha nacional da categoria, para contingenciamento dos trabalhadores com o objetivo de atrapalhar a greve.
Antes de amanhecer, por volta das 5h desta sexta-feira 21, táxis já paravam no local. Ao perceber as portas fechadas, iam embora. Luzes acesas em dois andares anunciavam (foto) que o Itaú já avisara aos bancários que suas atividades seriam desenvolvidas naquele ambiente impróprio.
Um prestador de serviços na área de tecnologia denunciou: "no início dessa semana, nem água tinha nesse prédio. Eles colocam cem pessoas em um andar e o banheiro não recebe limpeza, é terrível". O rapaz, que preferiu não se identificar, relatou que ao chegar no local na terça-feira, um gestor do Itaú avisou: "se alguém do Sindicato aparecer aqui, ninguém sairá nem pra almoçar, vamos liberar as máquinas de lanches".
Segundo o trabalhador, tais máquinas possuem apenas sucos de caixinha e sanduíches e ficam fechadas. Nada pode ser comprado, mas que em caso de greve, eles liberariam para manter os funcionários contingenciados. "É uma prisão? Não se pode nem sair para comer?", questionou, revoltado.
Boca no Trombone
O local é um dos mais comentados por bancários do Itaú no Boca no Trombone, um espaço de denúncias no site do Sindicato dos Bancários de São Paulo. No dia da paralisação no CA Brigadeiro, o número de reclamações foi ainda maior.
"Estamos sem água novamente e não querem liberar os funcionários", denunciou uma bancária. "A contingência está ocorrendo no prédio do Lapa, o qual não possui condições adequadas, é sujo, sem ventilação e falta de água", escreveu outro funcionário.
"Na Rua Fábia, na Lapa, não existe estrutura de trabalho. Não tem água, elevador está quebrado, sem ambulatório e bombeiros. Isto é um abuso!", completou.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo