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No último contato feito por telefone, os sequestradores informaram ao banrisulense que sua família seria libertada na cidade de Torres. Entretanto, os reféns foram deixados em Gravataí.
Segundo o depoimento do bancário, os criminosos o estavam vigiando em tempo integral durante toda a ação e chegaram a informar o número de pessoas que estavam com ele dentro do posto de atendimento. A quantia entregue aos sequestradores não foi revelada.
Os diretores do Sindicato, Bino Koehler e Vilson Castelani, fizeram contato com o bancário para verificar a situação e prestar solidariedade ao colega e sua família. Já o Banrisul, disponibilizou atendimento psicológico ao funcionário e seus familiares somente no fim da manhã de terça-feira, cerca de 24h após o sequestro, o que é inaceitável.
"É importante destacar que esta é a segunda ocorrência registrada no mesmo posto de atendimento bancário, num período de apenas quatro meses. No entanto, a principal preocupação do banco foi reabrir a unidade o mais breve possível, sem antes prestar atendimento ao colega e sua família. O Banrisul deveria investir em novos equipamentos de segurança e estratégias para evitar a exposição dos bancários a situações de risco", aponta o presidente do Sindicato, Clayton Pioner Ramos.
Ação sindical
O presidente do Sindicato lembra que a segurança bancária é um dos temas em negociação na Campanha Nacional. "A falta de responsabilidade dos bancos quanto à segurança dos seus trabalhadores é evidente. Além disso, a insegurança tem batido à porta dos bancários e suas famílias, que também são alvos das quadrilhas", explica o dirigente sindical.
Fonte: Contraf-CUT com Fetrafi-RS