BB: Sindicato cobra 7ª e 8ª horas na Justiça

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Ações buscam restabelecer a jornada normal e o pagamento das horas extras trabalhadas nos últimos cinco anos – No dia 27 de fevereiro, o Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários da Paraíba, em parceria com o escritório do Dr. Marcelo Assunção, ajuizou diversas ações coletivas com o o objetivo  de obrigar o Banco do Brasil a pagar as 7ª e 8ª horas a todos os funcionários da sua base de atuação sindical. Os beneficiários são aqueles  que trabalham como Auxiliar Administrativo, Assistentes de Negócios (Asneg) e Analista em Unidade Administrativa (UA).

Os advogados Marcos D’Ávila Fernandes e Marcelo Assunção, responsáveis pela condução dos processos, afimaram que infelizmente a regra no BB, hoje, é o descumprimento desse direito à jornada de 230 horas semais, garantido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em seu Artigo 224.

Marcos D’Ávila acrescentou que o BB, para manter seus funcionários mais tempo dentro das suas agências, adota a mesma postura de bancos privados. “O Banco cria cargos de fachada, ‘vitaminando’ os escriturários, através do artifício de nomeá-los assistentes, supervisores ou analistas. Uma manobra espúria, ois esses cargos não se configuram chefia: atuam sem subordinados, não têm poder real de decisão e passam a exigir uma jornada de trabalho irregular de oito horas diárias”, explicou.

E o advogado foi ainda mais longe. “Hoje, mais de dois terços do funcionalismo do BB tem jornada de oito horas, sem desempenhar qualquer atribuição de chefia; ou seja, tem mais caciques que índios”, arrematou.

Para Jurandi Pereira, diretor responsável pelo Jurídico do Sindicato e funcionário do Banco do Brasil, a jornada de trablaho de seis horas é um direito histórico da categoria bancária, conquistado em 1959, na luta. “Com essas ações coletivas o Sindicato busca restabelecer a jornada normal, bem como fazer com que todas as 7ª e 8ª horas trabalhadas nos últimos cinco anos sejam pagas como horas-extras”, concluiu.

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