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A Cetelem, ligada ao banco BNP, decidiu vender o ativo ou arrumar um sócio no início do ano passado. Conforme o Valor noticiou em 12 de março de 2010, duas semanas antes a Cetelem havia comunicado o Carrefour da sua decisão, o que desagradou a rede francesa, que temia se ver "casada" com um parceiro financeiro que não havia escolhido.
Depois disso, a própria rede decidiu comprar a fatia, algo que não havia se tornado público ainda, e abrir ela própria um processo competitivo para escolher o novo parceiro.
A participação no Banco Carrefour atrai interesse dos grandes bancos de varejo. A Caixa Econômica Federal se interessou e também analisou os números da operação. Os bancos de varejo disputam cabeça a cabeça as parcerias financeiras com as grandes redes de varejo. Em 2009, o Bradesco comprou 100% do Banco ibi, que pertencia à rede C&A, por R$ 1,4 bilhão em ações.
Atualmente, um outro contrato desperta muito interesse: a parceria para financiar as vendas da nova Casas Bahia. Bradesco, que era parceiro da antiga Casas Bahia, e Itaú, que era parceiro do Ponto Frio, são os dois maiores interessados e estava previsto que apresentassem propostas no fim do ano passado – primeiro o Itaú e depois o Bradesco, segundo um processo peculiar criado pelo grupo Pão de Açúcar.
Essa participação no Banco Carrefour era tida como ativo mais valioso da Cetelem no país. A financeira tem também uma bandeira própria de cartões, a Aura, com uma base de mais de 3 milhões de plásticos, mas também passou a emitir cartões com a marca Mastercard em 2009.
Procurados, Bradesco, Santander e Itaú não comentaram as informações. A assessoria de imprensa do Carrefour informou que o grupo não se manifestaria.
Fonte: Valor Econômico / Vanessa Adachi