Bradesco, Itaú Unibanco e Santander participam do processo competitivo aberto pelo Carrefour para venda de 49% do banco da rede de supermercados no Brasil. De acordo com pessoas a par das negociações, o Bradesco apresentou a melhor proposta e tem chances de levar o negócio. A fatia pode valer cerca de R$ 1 bilhão, apurou o Valor. Mas o valor a ser pago pelo banco escolhido está atrelado ao prazo de vigência do contrato para financiar as vendas na rede do Carrefour.

A rede francesa de supermercados adquiriu da também francesa Cetelem a fatia de 40% que a financeira possuía no Banco Carrefour desde 1999. E agora abriu o processo competitivo para vender a participação minoritária.

A Cetelem, ligada ao banco BNP, decidiu vender o ativo ou arrumar um sócio no início do ano passado. Conforme o Valor noticiou em 12 de março de 2010, duas semanas antes a Cetelem havia comunicado o Carrefour da sua decisão, o que desagradou a rede francesa, que temia se ver "casada" com um parceiro financeiro que não havia escolhido.

Depois disso, a própria rede decidiu comprar a fatia, algo que não havia se tornado público ainda, e abrir ela própria um processo competitivo para escolher o novo parceiro.

A participação no Banco Carrefour atrai interesse dos grandes bancos de varejo. A Caixa Econômica Federal se interessou e também analisou os números da operação. Os bancos de varejo disputam cabeça a cabeça as parcerias financeiras com as grandes redes de varejo. Em 2009, o Bradesco comprou 100% do Banco ibi, que pertencia à rede C&A, por R$ 1,4 bilhão em ações.

Atualmente, um outro contrato desperta muito interesse: a parceria para financiar as vendas da nova Casas Bahia. Bradesco, que era parceiro da antiga Casas Bahia, e Itaú, que era parceiro do Ponto Frio, são os dois maiores interessados e estava previsto que apresentassem propostas no fim do ano passado – primeiro o Itaú e depois o Bradesco, segundo um processo peculiar criado pelo grupo Pão de Açúcar.

Essa participação no Banco Carrefour era tida como ativo mais valioso da Cetelem no país. A financeira tem também uma bandeira própria de cartões, a Aura, com uma base de mais de 3 milhões de plásticos, mas também passou a emitir cartões com a marca Mastercard em 2009.

Procurados, Bradesco, Santander e Itaú não comentaram as informações. A assessoria de imprensa do Carrefour informou que o grupo não se manifestaria.

Fonte: Valor Econômico / Vanessa Adachi

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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