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Segundo a pesquisa feita pelo instituto MDA e encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada nesta terça-ferira (26), o começo do governo de Jair Bolsonaro (PSL) é visto por 29% da população como regular, e como ruim ou péssimo por 19%. A enquete, realizada entre 21 e 23 de fevereiro, mostra que o novo governo é bom ou ótimo para 38,9%; 13,1% não souberam ou não quiseram responder. Desde que a pesquisa começou a ser realizada, em 1998, nenhum presidente brasileiro eleito havia apresentado índices tão baixos de aprovação em um primeiro mandato.
A pesquisa CNT/MDA no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, apontava uma aprovação de 56,6%. Já o início do primeiro governo de Dilma Rousseff (PT) foi considerado bom ou ótimo por 49,2% da população. O governo de Michel Temer (MDB) – que não foi eleito como presidente –, teve uma aprovação de 11% nos primeiros meses.
Previdência
A campanha do governo, propagada pela mídia conservadora, em parte patrocinada pelos bancos, não conseguiu convencer o povo brasileiro que a reforma da Previdência favorece os pobres: a maioria continua contra, como as pesquisas apontam desde o governo Temer. Desta vez, 45,6% da população se diz contra a reforma, contra 43,4% favoráveis ao projeto.
O projeto de Bolsonaro prevê idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres se aposentarem. O governo também prevê 40 anos de contribuição para que o trabalhador tenha direito ao benefício integral.
O chamado regime de capitalização também consta no projeto. De acordo com esse modelo, o trabalhador abre uma conta individual e faz uma poupança para se aposentar no futuro. Com isto, os bancos pretendem liquidar o atual modelo previdenciário de repartição e solidariedade e passar a gerir os fundos previdenciários do País, modelo inspirado na fracassada experiência chilena.
O governo também fixou a idade de 70 anos para idosos receberem o Benefício de Prestação Continuidade (BPC). Atualmente a idade é de 65 anos. O valor será de R$ 400, abaixo do salário mínimo vigente no Brasil.
Salário mínimo
O levantamento também apontou que 66,9% desaprovam o novo salário mínimo de R$ 998 abaixo do previsto no Orçamento da União para este ano aprovado pelo Congresso Nacional (R$ 1.006).
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades federativas nas cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Brasil de Fato e 247