{flv}1_3_20110712_050{/flv}Karoline Zilah
A manchete do Jornal da Paraíba desta terça-feira (12) traz uma constatação: a Paraíba ocupa o quarto lugar no país no ranking de ataques a bancos. Uma ocorrência registrada na madrugada de hoje aumenta a contagem para 56 casos, entre assaltos a mão armada, tentativas, explosões e arrombamentos a agências e postos de atendimento das instituições financeiras.

O caso mais recente aconteceu nesta terça em Alagoinha, município situado no Brejo paraibano, próximo a Guarabira. De acordo com o 4º Batalhão da Polícia Militar, um grupo de homens armados chegou à cidade em motocicletas, instalou as bananas de dinamite o caixa eletrônico de um posto de atendimento bancário do Bradesco e explodiu o aparelho para ter acesso às cédulas de dinheiro. Devido ao impacto da explosão, partes da máquina ficaram espalhadas pela rua.

A Polícia Militar foi acionada por moradores da cidade, que acordaram assustados com o estrondo da explosão. Equipes de policiais fizeram buscas em municípios vizinhos e encontraram dois homens suspeitos. Eles foram levados para o Destacamento da Polícia Militar em Mulungu.

Os nomes dos envolvidos ainda não foram divulgados porque, segundo policiais de Mulungu, a PM e a Polícia Civil ainda estão averiguando se eles realmente têm envolvimento com o crime.

Ranking

Os números são da 1ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada e divulgada na segunda-feira (11) pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O Estado só fica atrás de São Paulo, com 283 casos; Bahia com 61 ações e Paraná com 56 ataques.

Segundo os dados coletados pela entidades, os municípios paraibanos registraram este ano 49 ‘arrombamentos/tentativas’, feitos das mais variadas formas; e 5 ‘assaltos/tentativas’.

Em termos de Nordeste, o levantamento realizado pelas entidades revela que a Paraíba é o 2° Estado no ranking, ficando à frente de Pernambuco (29 casos), Alagoas (23 ataques) e Piauí (17 registros) por exemplo.

“A verdade é que as polícias da Paraíba tem realizado um trabalho intenso no sentido de combater esses crimes de furto qualificado e roubo a banco. Prova disso é que várias prisões foram realizadas tanto na região de Campina Grande como na Grande João Pessoa. E  o caminho é investigar para identificar a autoria e prender essas pessoas”, observou o delegado do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil paraibana, Rodolfo Santa Cruz, que investiga a maior parte dos casos registrados no Estado.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado mais de 60 pessoas que teriam envolvimento com os casos já foram detidas; a exemplo das prisões realizadas durante a ‘Operação TNT’ e no fim do mês passado, quando quatro acusados morreram e três outros foram detidos após explodirem um posto de atendimento bancário da cidade de Boa Vista, no Cariri do Estado.

Para quem trabalha no setor, as ações provocam medo. “Já estamos fazendo o possível diante do problema, que é sério e preocupa toda a categoria. Nós já apresentamos projetos para criação de leis municipais que possam obrigar os bancos a equipar as unidades de forma a inibir os delitos”, observou o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henrique.   

Em todo o país, foram registrados 838 ataques a instituições bancárias este ano, uma média de 4,63 ocorrências por dia. Desses casos, 301 foram assaltos (inclusive com sequestro de bancários e vigilantes), consumados ou não, e 537 arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos (incluindo o uso de dinamites e maçaricos).  (João Paulo Medeiros, do Jornal da Paraíba)

Fonte: Portal Paraíba 1

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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