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A Caixa Econômica Federal confirmou, nesta sexta-feira (2), que os creditos do adiantamento da PLR, do prêmio extraordinário de R$ 3 mil e dos valores do Super Caixa só serão pagos no dia 20 outubro, junto com o reajuste salarial e a atualização dos benefícios. A confirmação só veio depois de a Contraf-CUT cobrar formalmente do banco as datas de pagamento das verbas devidas às empregadas e aos empregados.
É aqui que a conduta do banco precisa ser cobrada. Durante a campanha, quando queria convencer a categoria a aceitar a proposta, a Caixa prometia celeridade. Se a proposta fosse aprovada na assembleia de 21 de setembro, PLR, prêmio e Super Caixa cairiam na conta ainda no dia 30 de setembro. A categoria rejeitou a proposta, exerceu o direito de grevee o banco escolheu o caminho do dissídio. Agora, o mesmo dinheiro, que o banco dizia ter pronto para pagar em nove dias, aparece com quase três semanas de atraso.
“A Caixa usou o pagamento como chantagem na campanha. Quando interessava ao banco, o dinheiro saía em uma semana. Depois que a categoria disse não à proposta e foi para a greve, a Caixa mudou o discurso” afirma Lindonjhonson Almeida, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba.
O Sindicato dos Bancários da Paraíba repudia o atraso. Verba devida não é favor. PLR, prêmio e Super Caixa são resultado do trabalho da categoria, do lucro que o banco apura e das regras que a própria negociação coletiva construiu ao longo de três décadas.
Pelo resultado do julgamento do dissídio no TST, foram mantidas as regras da PLR Social, com distribuição equivalente a 4% do lucro líquido, além das regras previstas na Convenção Coletiva da categoria bancária. Vale lembrar que essas regras não vieram do Tribunal: foram preservadas porque estavam na CCT e nos acordos conquistados pela mobilização das bancárias e bancários.





