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Depois de três semanas de caravana pelas cidades base dos sindicatos filiados, a Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (Fetec-CUT/SP) realizou na quinta-feira (1º) sua última parada, na cidade de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. “Quem acompanha nossa caravana sabe que passamos de cidade em cidade mobilizando os bancários para a Campanha Nacional e, no percurso entre uma agência e outra, mostrando para a população que as reivindicações dos bancários trazem benefícios também para as demais categorias e, especialmente, para os clientes dos bancos. Os menos informados podem criticar nossa forma habitual de mobilização. Mas, essa é justamente uma das virtudes de nossa caravana. Nossa campanha é nacional, as reivindicações são nacionais, a luta é nacional. Por isso, realizamos a mesma mobilização em todas as cidades por onde passamos”, disse o secretário geral da Fetec -CUT/SP, Eric Nilson, completando que a maior conquista da categoria é Convenção Coletiva Nacional.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região, Luis Carlos dos Santos, “a caravana é um processo consolidado e vitorioso, que demonstra unidade do movimento e das propostas da categoria e agrega valor à mobilização nas cidades por onde ela passa”.

O secretário geral da Fetec -CUT/SP explicou ainda que as eventuais mudanças entre uma cidade e outra decorrem de atualizações de informações e alterações na conjuntura. “Neste ano, na última semana de caravana já tínhamos a proposta da Fenaban (Federação dos Bancos). Essa nova informação gerou mudança de enfoque. Passamos a não apenas divulgar nossas reivindicações, mas também a chamar os bancários para recusar essa proposta nas assembleias e mostrar aos banqueiros que os bancários estão unidos em torno de suas reivindicações e vão à greve caso não sejam atendidos”, explicou.

Na manhã de segunda-feira (29), a Fenaban apresentou uma proposta ao Comando Nacional dos Bancários de 6,5% de reajuste, mais abono de R$ 3.000. Outra mudança nos discursos da caravana deste ano ocorreu a partir de quarta-feira (31/08), depois que o Senado aprovou impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

ATAQUE ORGANIZADO À CLASSE TRABALHADORA

O presidente do Sindicato dos Bancários de Guarulhos observa que a proposta apresentada pela Fenaban de 6,5% está alinhada à política de ataques à classe trabalhadora. “A grande mídia e parte da classe política fazem coro em um discurso de que é necessário combater a corrupção sem nenhum compromisso com a democracia. Apresentam um único partido como culpado por qualquer mal do país e de sua população. Mas, apesar do discurso, não fizeram nem sinalizam nenhuma reforma para mudar a estrutura do Estado e o sistema existente, que facilita a corrupção. Não dialogam com a sociedade sobre o novo modelo de governo. As propostas que apresentam são apenas de ataques aos trabalhadores e manutenção dos privilégios para uma minoria”, disse.

Para Luis Carlos, o reajuste de 6,5% não repõe sequer a inflação e representa queda do poder de compra dos bancários. “Não existe justificativa para essa proposta da Fenaban. Mesmo com a alegada crise, os bancos continuaram obtendo altos lucros. Chegaram a quase R$ 30 bilhões de lucro no primeiro semestre, algo impensado mesmo para grandes economias como os Estados Unidos e a Alemanha”.

Fonte: Fetec-CUT/SP

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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