A cesta básica de João Pessoa rompeu o valor de R$ 200 em janeiro (R$ 200,21), segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A alta de dezembro foi puxada pelo forte aumento do preço do quilo do tomate (63,49%) no primeiro mês do ano. Sobre o valor de dezembro (R$ 194,24), a alta chegou a 3,07%.

De acordo com o Dieese, a última vez que o patamar ficou acima de R$ 200 foi em maio do ano passado (R$ 200,09). O valor é referente ao custo médio da alimentação de uma pessoa adulta.

Dos 12 produtos da cesta, sete deles apresentaram alta. Além do tomate, banana (8,88%), açúcar (6%), óleo de soja (3,67%), pão (1,37%), café (1,08%) e farinha (1,06%). A maior retração em janeiro ficou por conta do feijão (-24%), mas o leite (-1,43%) e a carne (-1,34%) também registram queda. Já o arroz e a manteiga apresentaram variações nulas. O comprometimento do salário mínimo com a cesta em João Pessoa chega a 40,30%, que em janeiro subiu de R$ 510 para R$ 540. Para o mês de fevereiro, o governo federal anunciou um novo valor (R$ 545,00).

Apesar da alta no primeiro mês do ano, a capital paraibana permanece com a segunda cesta básica de menor valor entre as 17 capitais onde o Dieese realiza a pesquisa mensal. A cesta pessoense está atrás apenas do custo registrado em Aracaju (R$ 182,76). O preço dos insumos teve alta no mês de janeiro em 14 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, enquanto as principais elevações ocorreram em Brasília (9,41%), Fortaleza (5,25%). Já as três cidades onde os preços caíram foram Curitiba (2,79%) e São Paulo (1,47%).

 
Para o sustento de uma mesma família durante um mês, o cálculo adotado pelo Dieese indica valor de R$ 600,63 no mês de janeiro, o equivalente a aproximadamente 1,1 vez o salário mínimo bruto (R$ 540). Vale destacar que este cálculo toma por base uma família composta por dois adultos e duas crianças, que por hipótese, consomem o mesmo que um adulto.

O cálculo do Dieese estimou em R$ 2.194,76 o salário mínimo necessário para o brasileiro conseguir suprir as despesas com itens como alimentação, moradia, higiene, transporte, saúde e lazer. Isso representa 4,06 vezes maior que o salário em vigor no país.

 
Fonte: Jornal da Paraíba / Jean Gregório
Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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