O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, se reúne nesta segunda-feira, dia 20, às 9h, com a direção do BB para segunda rodada de negociação da pauta específica do funcionalismo da Campanha 2012, em São Paulo. A primeira rodada ocorreu sem avanços nos dias 13 e 14, em Brasília.

Estarão em pauta as reivindicações de remuneração e carreira, além de outros temas.

Remuneração e carreira

– aumento do piso, interstício de 6% e diminuição do tempo para aquisição das letras de mérito;

– PLR (modelo debatido na Feban), sendo que qualquer modelo aditivo à Fenaban não terá vínculo com o programa Sinergia BB;

– pontuação de mérito para caixas e escriturários;

– VR para os caixas executivos e aumento no valor da gratificação de função;

– efetivação dos caixas e que todos pertençam às dotações das agências;

– gratificação de função de 55% para atendentes CABB, unificação dos atendentes A e B e tirar a trava de remoção (pela natureza do trabalho).

Outros temas

O Comando Nacional também quer definir a data da eleição do representante dos funcionários no Conselho de Administração do BB, buscando garantir que ninguém será excluído do direito de ser elegível.

Os funcionários reivindicam ainda o fim do truque aos clientes e usuários em relação ao "Bom pra Todos".

Mobilização

Para William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, os trabalhadores devem intensificar o processo de mobilização, participando das atividades que estão sendo organizadas pelos sindicatos em todo país.

Além disso, os funcionários devem ficar espertos diante das notícias divulgadas por outros meios que não sejam os do movimento sindical. "O funcionalismo deve acessar os sites da Contraf-CUT e dos sindicatos e federações para se informar, pois o BB mais uma vez nos disse que vai utilizar muita comunicação direta através de suas ferramentas internas", alerta.

A Contraf-CUT condena a atitude de gestores do banco que estão fazendo reuniões nos locais de trabalho para ameaçar funcionários sobre participação na greve. "Vamos cobrar um posicionamento da direção do BB, uma vez que apostamos na mesa de negociação e esse terrorismo nada contribui para a construção de propostas para um bom acordo", destaca William.

O dirigente da Contraf-CUT salienta que o BB obteve lucro de R$ 5,69 bilhões no primeiro semestre, cujos principais responsáveis foram os seus funcionários. "Esse resultado foi muito bom e o BB tem todas as condições de atender às reivindicações do funcionalismo na campanha deste ano", conclui.

Fonte: Contraf-CUT

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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