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"As taxas de juros brasileiras estão entre as mais altas do mundo, o que diminui a competitividade das exportações, encarece o crédito ao consumidor e às empresas e prejudica as contas do próprio governo. Só os bancos e o mercado financeiro ganham", analisa o dirigente sindical, que coordena o Comando Nacional dos Bancários.
"A elevação da Selic deverá aumentar ainda mais os juros dos bancos, que já foram majorados nos últimos meses", projeta Carlos Cordeiro.
"As autoridades monetárias precisam não só reduzir os juros, mas enfrentar o principal vilão do crédito, que é o alto spread bancário."
"O Copom perdeu mais uma ótima oportunidade neste início do governo Dilma para reduzir os juros e indicar uma tendência de queda em 2011, a fim de estimular a produção, a criação de novos empreos e o combate à pobreza extrema, prometido pela presidente em seu discurso de posse", destaca Carlos Cordeiro.
"A manutenção dessa política de juros está na contramão da política da maioria dos países do mundo, que vêm reduzindo suas taxas de juros para enfrentar os efeitos da crise financeira", apontou.
Fonte: Contraf-CUT