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Audiência pública debateu conflitos entre planos de saúde, médicos e usuários
A Contraf-CUT participou na terça-feira, dia 30, de audiência pública conjunta das Comissões de Defesa do Consumidor e de Direitos Humanos do Senado, em Brasília, sobre a atuação das operadoras de planos de saúde. A reunião foi presidida pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e teve como destaque o debate referente à relação conflituosa entre planos de saúde, médicos e usuários. A Confederação foi representada pelo secretário de Saúde do Trabalhador, Walcir Previtale.
Conforme Rollemberg, este tema terá desdobramentos no Congresso Nacional e certamente ocorrerão novos encontros. "É a resolução dos problemas apontados que devemos perseguir", diz Walcir.
Os representantes de órgãos de defesa do consumidor ressaltaram na audiência que a negativa de cobertura, a demora de atendimento e os reajustes excessivos estão entre as principais reclamações apresentadas pelos clientes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), por 11 anos seguidos os planos de saúde lideraram o ranking de queixas recebidas pela instituição. Em 2011, caiu para o segundo lugar, ficando atrás apenas do setor financeiro.
"A negativa de cobertura é o principal problema. Consultas médicas, cirurgias bariátricas, partos e análises moleculares de DNA para doenças genéticas são alguns dos procedimentos negados com mais frequência. É muito preocupante, pois são serviços básicos, sobre os quais não pairam dúvidas a respeito do direito dos consumidores previsto em contrato", destacou Joana Indjaian, representante do Idec.
Comissão de Assuntos Sociais
Simultaneamente a questão dos planos de saúde também foi pautada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em outra audiência pública que recebeu o presidente da ANS, Maurício Ceschin, para explicar a suspensão de centenas de planos de saúde por descumprimento de prazos para atendimento médico.
"É muito importante que o Senado Federal esteja preocupado com a questão da saúde suplementar, o que inclusive foi debatido em duas audiências em 30 de outubro", afirma Walcir.
"A Contraf-CUT continuará acompanhando atentamente o tema, entretanto, não podemos perder de vista o nosso horizonte político: a defesa, a ampliação e a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS), as fontes de financiamento da saúde pública, o controle social da saúde e a participação ativa e consciente de cada um de nós. A saúde suplementar não pode tomar o lugar da saúde pública", conclui Walcir.
Fonte: Contraf-CUT, com Agência Senado