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Entre os dias 24 e 25 de agosto, os secretários de relações de trabalho das CUT estaduais e dos ramos se reuniram, em Brasília, no Seminário ‘Cenários para as Relações do Trabalho no Brasil’ para debater as ações para enfrentar a ofensiva das elites contra os trabalhadores.

O Ramo financeiro se fez presente com a participação da Contraf-CUT representada pelos secretários de Relações do Trabalho, Mauro Salles e de Organização do Ramo Financeiro, Carlindo Dias Abelha. Também estavam presentes os representantes sindicais dos bancários da Baixada, Gentil, e do Piauí, João. 

Para os dirigentes sindicais o Brasil vive hoje uma articulação política que busca diminuir o custo do trabalho e ampliar as taxas de acumulação do capital. Segundo eles, o objetivo é resolver a crise atacando direitos, vendendo patrimônio público, ameaçando nossa soberania. Por isso, deram o golpe, rasgando a constituição. No voto, nunca conseguiriam implementar tal programa. Inúmeros projetos regressivos tramitam no congresso. O governo golpista elabora outros tantos. 

Para o secretário de Organização do Ramo Financeiro, Carlindo Abelha, os trabalhadores têm pela frente o desafio de enfrentar um congresso de direita e ultraconservador. “Enfrentaremos um grande número de congressistas corruptos e um governo igualmente corrupto a serviço do grande capital nacional e internacional”, destacou.

Durante o Seminário, os debates apontaram para a necessidade de a classe trabalhadora não dar trégua a esse governo ilegítimo. Tomando as ruas, com ousadia e criatividade, para desmascarar os farsantes golpistas. 

Já para o secretário de Relações do Trabalho, Mauro Sales, temos a necessidade de envolver toda a classe trabalhadora “Dialogando nos locais de trabalho, nos bairros, escolas, praças, etc. Em todos lugares. Esclarecendo sobre as brutais consequências dos projetos em tramitação”, explicou. 

Um dos pontos debatidos sobre o atual cenário político foi a necessidade das Centrais, Confederações, Federações e Sindicatos de se mobilizarem, buscando superar certo acomodamento. Todos devem compreender que a luta democrática e pela defesa dos direitos é a prioridade das prioridades do momento. 

Outro destaque foi a necessidade de fazer pressão sobre os parlamentares no congresso nacional, nos estados e municípios buscando apoios contra os projetos que atacam direitos e denunciando os parlamentares que votam contra os trabalhadores.

Na ocasião, foi discutido sobre a construção de um grande dia de paralisação, rumo à Greve Geral. Será realizada consultas, plenárias, assembleias, para dialogar com os trabalhadores sobre adesão à Greve Geral no dia 22 de setembro.

“Vamos unificar a luta e preparar a Greve Geral através da Campanha Nacional pela defesa dos direitos. Nenhum direito a menos”, ressaltou Abelha.

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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