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"Esperamos negociar com cada banco a criação de novas vagas, garantias contra demissões imotivadas e o fim da rotatividade, que é um truque dos bancos para reduzir a massa salarial da categoria e turbinar os lucros", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
Leia abaixo o texto da carta da Contraf-CUT endereçada aos bancos:
Solicitação de negociação específica sobre emprego
"O emprego tem sido uma das prioridades da Campanha Nacional dos Bancários 2012. A pauta de reivindicações da categoria apresenta um conjunto de propostas, que visam a geração de mais empregos, fim da rotatividade, garantia contra demissões imotivadas e cumprimento da jornada de seis horas trabalho, dentre outras.
"A 14ª Pesquisa do Emprego Bancário, feita pela Contraf-CUT e Dieese, com dados do Caged, apurou que os bancos geraram apenas 2.350 novos postos de trabalho no primeiro semestre de 2012, o que representa um recuo de 80,40% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram criadas 11.978 vagas. O levantamento revela também que os bancos usaram outra vez a rotatividade para reduzir a massa salarial e que seguem discriminando as mulheres, que entram e saem das empresas ganhando menos que os homens.
"O tema foi amplamente discutido em várias rodadas de negociação com a Fenaban, mas não houve qualquer avanço para os bancários, o que é inaceitável diante do crescimento da economia brasileira e dos lucros crescentes dos bancos. Ontem, após nova cobrança das entidades sindicais, o representante da Fenaban disse que não é possível incluir medidas de emprego na Convenção Coletiva de Trabalho e apontou que o tema deveria ser tratado banco a banco, com os quais poderiam ser firmados acordos coletivos de trabalho.
"Desta forma, vimos solicitar a marcação de uma negociação específica sobre emprego, dentro da maior brevidade possível, a fim de que possamos discutir as reivindicações da categoria e buscar um acordo coletivo para tratar dessa importante demanda dos bancários, que visa a ampliação dos postos de trabalho e a melhoria das condições de saúde e trabalho dos bancários."
Cordiais saudações,
Carlos Cordeiro
Presidente da Contraf-CUT
Coordenador do Comando Nacional dos Bancários
Fonte: Contraf-CUT