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Crédito: Jailton Garcia – Seeb São Paulo

Segundo ela, o movimento em 2011 terá um sentido especial, já que pela primeira vez na história estamos sob a presidência de uma mulher.
Protesto
A Marcha das Margaridas começou em 2000 e chega à sua quarta edição este ano. O movimento elaborou uma agenda de reivindicações que foi entregue à Presidência, mas o governo FHC engavetou o documento. Naquele ano, a Contag conseguiu levar 20 mil trabalhadoras rurais a Brasília. Em 2003, primeiro ano do mandato de Lula, o número de mulheres dobrou, e em 2007 a mobilização levou à capital mais de 50 mil mulheres. Este ano, a organização aposta em 100 mil trabalhadoras.
Segundo Carmen Foro, além de chamar a atenção para as questões da mulher do campo, a marcha cumpre a importante função de mobilizar as trabalhadoras e promover debates em pequenas cidades do interior do país.
Margarida
Agosto é o mês em que foi assassinada a trabalhadora rural e líder sindical Margarida Alves. Presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, município da Paraíba, Margarida foi morta por um pistoleiro, a mando dos usineiros da região, em 12 de agosto de 1983.
Ela estava na porta de sua casa, com o marido e o filho quando foi alvejada no rosto por um tiro de pistola que a deformou. O crime permanece impune.
Margarida ocupava desde 1973 a presidência do sindicato e em dez anos tinha movido 73 ações trabalhistas contra usineiros. Margarida Alves é símbolo da luta pelos direitos dos trabalhadores do campo.
Fonte: Andréa Ponte Souza – Seeb São Paulo