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A aprovação do PL, que dispõe sobre anuidades, multas e emolumentos do exercício de profissionais regulamentados, como farmacêuticos, dentistas, engenheiros e arquitetos, entre outras, foi discutida na quinta-feira (1º), em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados.
Segundo Eduardo Bimbi, da coordenacão do ramo dos profissionais liberais da CUT, que representou a Central na mesa da audiência pública, como a cobrança de taxas não está regulamentada, tem conselho profissional que cobra valores acima da capacidade de pagamento dos trabalhadores.
"O movimento sindical quer que a cobrança das anuidades de conselhos e ordens seja regulamentada. Queremos fazer um debate democrático sobre os valores que devem ser cobrados", argumenta Bimbi.
O Brasil tem 773 conselhos e ordens, exceto a OAB, que tem lei própria, que arrecadam mais de R$ 5 bilhões por ano, não fiscalizam o trabalho e o registro profissional e ainda querem reajustar esses valores, criticam os dirigentes sindicais.
"Eles argumentam que os valores ainda são insuficientes", disse Douglas Almeida Cunha, diretor estadual da CUT-DF, que também participou da audiência pública.
"A obrigação deles é fiscalizar e registrar os profissionais. E fiscalizando, sabemos que eles não estão, e ainda querem cobrar mais ainda", reclamou José Roberto Lins Cavalcanti, presidente da Federação Nacional dos Servidores em Autarquias.
"O pior é que eles reajustam através de resolução preparada por cada conselho. Como isso é ilegal, basta o profissional questionar na Justiça que o valor pode ser reduzido para valores muito menores", completou Paulo Castro, diretor do Sindicato dos Servidores em Conselhos e Ordens do Ceará.
Além da regulamentação das anuidades, os sindicalistas reivindicam o controle social dos gastos dos recursos dos conselhos de fiscalizacao profissional de todo o País e, ainda, querem que estas autarquias realmente façam o trabalho de fiscalização e registro profissional. "A grande maioria tem poucos fiscais em seu quadro de funcionários", afirma Douglas.
No final da audiência, o deputado Eudes Xavier (PT-CE) sugeriu a criação de um grupo de trabalho, formado por representantes do governo, do movimento sindical, dos conselhos de fiscalizacao profissional e deputados. O objetivo é construir um texto que seja consenso entre as partes.
Fonte: CUT