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Crédito: CUT
Trabalhadores reagem à política de "concessão" de aeroportos
Um caminhão de som pintado de roxo já estava lá quando a delegação da Plenária chegou ao setor de desembarque do Terminal 2 do maior aeroporto do Brasil.
A imprensa costuma dizer que privatizar os aeroportos pode ser uma boa saída para evitar o caos nos aeroportos durante as Olimpíadas e a Copa do Mundo. A imprensa poderia até mesmo dizer, com a cara lívida, que o mundão de gente que ocupou na tarde desta sexta o Aeroporto de Cumbica seria um reflexo do "caos aéreo".
Mas não é nada disso que eles dizem. A privatização já havia sido apresentada, nos anos 1990 marcados pelo governo tucano, como a solução que desenvolveria os serviços ao povo e ainda faria sobrar dinheiro.
É exatamente por isso que a CUT se opõe à privatização. Além de uma questão ideológica, ou seja, não é possível aceitar que o suor de um povo seja adquirido, a preço subsidiado por dinheiro público, por estrangeiros que aqui só querem amealhar lucros para seus acionistas além-mar, existe uma questão aparentemente comezinha que é garantir às pessoas um serviço de qualidade, coisa que a privatização não garantiu em setor algum. Os preços subiram, os serviços nem tanto.
O protesto foi também motivado pelo fato de 7 de outubro ser considerado o Dia Mundial Pelo Trabalho Decente. Quem explica é o presidente da CUT, ao falar em cima do caminhão de som que estava no setor de desembarque do Terminal 2 de Cumbica:
"A luta contra a privatização é a luta por trabalho decente. Não existe trabalho decente num mundo com terceirização, não existe trabalho decente com privatização, não existe trabalho decente com precarização do trabalho".
Muitos funcionários da Infraero saíram de seus locais de trabalho para acompanhar o protesto. Vanuzia Batista, ao ser questionada se a mobilização daria resultado, disse: "Se vai dar resultado a gente não sabe, mas a gente tem de lutar pra saber".
Fonte: Isaías Dalle – CUT