Foi com profundo pesar que a Central Única dos Trabalhadores recebeu a notícia da morte do índio Terena, Oziel Gabriel, e de dezenas de índios feridos na Fazenda Buriti, na cidade de Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul.

A CUT também lamenta a forma como o juiz local encaminhou a “reintegração de posse, orientou a força policial, tanto da Polícia Militar do Estado como da Polícia Federal local”.

Está cada vez mais comum o abuso por parte de representantes do Poder Judiciário contra os movimentos sociais. A Justiça precisa prestigiar o diálogo e entendimento entre as pessoas, as instituições e entre os poderes.

A CUT do Mato Grosso do Sul já emitiu uma Nota Oficial ontem (30) e hoje, em nome da CUT Nacional, já entramos em contato com a CUT local, os parlamentares do Estado e também com a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Formalizaremos também um pedido de audiência com o Ministro da Justiça e com o ministro Gilberto Carvalho para que todas as partes sejam ouvidas e todas as providências sejam tomadas para se apurar os responsáveis pelo assassinato, a violência coletiva e os demais erros cometidos.

A impunidade não pode virar regra no Brasil. A estupidez em nome da lei não pode sobrepor-se ao diálogo e ao bom senso.

A CUT defende o entendimento e o diálogo como forma de evitar mais mortes e mais violência. Agressões e mortes não ajudam a democracia e o Brasil.

A CUT, como representante de trabalhadores do campo e das cidades, reivindica participar das audiências e das negociações pela superação dos impasses no campo e nos locais de trabalho nas cidades.

O Brasil precisa de paz, progresso e respeito às regras democráticas.

São Paulo, 31 de Maio de 2013.

Vagner Freitas
Presidente nacional da CUT

Fonte: CUT

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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