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Crédito: Seeb Rio de Janeiro Ontem e hoje, trabalhadores nas ruas cobrando avanços sociais e trabalhistas
Dirigentes da CUT do Rio de Janeiro (CUT-RJ) destacaram a importância de o Brasil jamais esquecer das mazelas causadas pelo golpe militar de 1964 e lembraram que a luta dos trabalhadores pelas reformas de base (educação, reformas agrária, política e tributária) ainda fazem parte da agenda do movimento sindical e dos setores da esquerda progressista.
“Jamais esqueceremos que o golpe de 1964 cassou todas as organizações de trabalhadores e da sociedade, além de ter torturado e matado um grande número de brasileiros e brasileiras. Mas seguimos firmes na luta pelos direitos de todos os cidadãos e contra todo tipo de preconceito no Brasil “, destacou o presidente da CUT-RJ, Darby Igayara.
O secretário de Relações de Trabalho da CUT-RJ, Marcello Azevedo, também ressaltou a relevância da continuidade da luta dos trabalhadores. “Assim como há 50 anos a classe trabalhadora estava mobilizada para avançar nas conquistas trabalhistas, políticas e sociais, hoje estamos da mesma forma nesta mesma luta, pois ainda não consolidamos as ditas reformas de base”.
As afirmações foram feitas durante o ato público da última quinta-feira, dia 13, que comemorou os 50 anos do Comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, evento histórico em que o então presidente João Goulart anunciou as reformas de base (taxação sobre a remessa de lucros para o exterior), a desapropriação de terras para a reforma agrária, política e educacional e a nacionalização de refinarias. A resposta da forças reacionárias foi o golpe cívico-militar, dias depois. O país viveu um atraso de pelo menos 40 anos.
Centrais sindicais, partidos políticos do campo popular e progressista, entidades ligadas aos movimentos sociais e estudantis, sindicatos, além da OAB e parlamentares, participaram do evento, realizado no mesmo local em que Jango reuniu cerca de 150 mil pessoas para defender as reformas de base para o Brasil.
Os manifestantes exaltaram as conquistas democráticas obtidas pela luta do povo brasileiro que garantiu a anistia e a redemocratização do país. Sindicalistas criticaram também atos que “comemoram o golpe” promovido por setores reacionários da sociedade, as chamadas “viúvas da ditadura”.
João Vicente Goulart, filho do João Goulart, também discursou, assim como o presidente da Comissão da Verdade do Rio, Wadhi Damous, ex-presidente da OAB-RJ. Participaram também da manifestação vários parlamentares, além de dirigentes do PT, PDT, PCB, PCdoB, PSOL, PCR e PSTU.
Fonte: Seeb Rio de Janeiro