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Crédito: Seeb Rio

"A discriminação com as lésbicas é diferenciada, pois ela só acontece após a recusa do desejo masculino, ou seja, quando o homem assedia, mas não é correspondido. Foi o que aconteceu com Marcia Líbano", afirmou Yone.
O caso da bancária Márcia Líbano, demitida do Itaú após solicitar a inclusão da sua parceira no seu plano de saúde, assumindo, assim, a sua homossexualidade, foi amplamente abordado.
Sociedade conservadora
Para Virgínia Figueiredo, há uma visão conservadora da sociedade, onde a família tenta estabelecer um modelo e a filha tem que casar. "Esse modelo também existe no mercado de trabalho. As empresas e chefes exigem a aparência mais feminina. Mas para fugir desse padrão, muitas lésbicas resolveram se masculinizar, para impactar a família e a sociedade e tentar fazer com que a sociedade aceite sua posição", disse.
Para Adilson, as reações à homossexualidade dos funcionários de bancos públicos são bem diferentes àquelas nos bancos privados. No setor público não existe a possibilidade de demitir o funcionário, o que acaba levando as empresas a aceitar a posição do funcionário.
"O que os bancos deveriam fazer é, juntamente com os sindicatos, elaborar um programa ou um treinamento que discutisse a diversidade, tanto sexual quando cultural, para que assim não existam mais casos como o da bancária Marcia", conclui Adilson.
O último dia de debate contou com a participação da Cia. Emergência Teatral.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio