Dia da Consciência Negra terá cortejo nesta quinta no Centro de São Paulo

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Um cortejo pelas ruas do centro da capital paulista será realizado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo nesta quinta-feira, dia 19 de novembro, véspera do Dia da Consciência Negra. O ato sai da sede da entidade (Rua São Bento, 413), a partir das 12h.

A manifestação contará com a participação do grupo de percussão Filhos de Mãe Preta, da cantora Adriana Moreira e do balé de orixás do Grupo Edinho. Duas paradas estão programadas no percurso que se estende até a Praça Antônio Prado. A primeira, em frente à igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no Largo do Paissandu. A segunda, na Praça do Patriarca.

"O cortejo engrossará o coro pela aprovação do estatuto da igualdade racial, previsto no projeto de lei 6.264, que aborda questões de saúde e de educação dentro de políticas de inclusão social", diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato. O tema foi alvo de debate no sábado 14, na sede do Sindicato, que contou com a participação do ministro da Secretaria Especial de Política de Promoção de Igualdade Racial, Edson Santos.

No encontro também foi destacada a necessidade da aprovação do projeto de lei 10.639, que torna obrigatória a inclusão da disciplina de História e Cultura Afro-brasileira nas escolas do país.

Dados bancários

Pouco mais de 120 anos separam nosso país dos séculos de escravidão. E a discriminação racial ainda é um grave problema na sociedade brasileira. E na categoria bancária não é diferente. Reivindicado há muito tempo pelo Sindicato, o Mapa da Diversidade foi divulgado em julho deste ano pelas instituições financeiras e veio comprovar as distorções que ainda precisam ser modificadas.

Cerca de 78% da categoria bancária é composta por homens brancos, 16,7% são pardos e 2,3% negros. Os negros, além de minoria, também amargam os menores salários. O homem negro recebe 84% do salário do homem branco, enquanto a mulher negra recebe 68%. Os cargos de diretoria e superintendência são ocupados por apenas 5% de negros e pardos.

Fonte: Elisângela Cordeiro – Seeb São Paulo

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