Dia Nacional de Luta: bancários do Banco do Brasil protestam em João Pessoa contra metas abusivas e ataques a direitos

DIA DE LUTA
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Os funcionários do Banco do Brasil realizaram nesta quarta-feira (22) um Dia Nacional de Luta em defesa do caráter público da instituição e pela preservação dos direitos da categoria. O ato aconteceu em frente à Agência Praça 1817, no Centro da Capital, e também se estendeu a algumas agências localizadas na Avenida Epitácio Pessoa, reunindo bancários, dirigentes sindicais, representantes políticos e a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba.

A mobilização fez parte de uma ação nacional convocada pela Contraf-CUT e pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), com o objetivo de denunciar o aumento das metas, a tentativa de ampliação da jornada de seis para oito horas, a falta de concursos públicos e medidas que precarizam o atendimento à população e adoecem os trabalhadores.

Segundo o Sindicato, as mudanças impostas pela direção do Banco do Brasil representam um ataque direto às conquistas históricas da categoria, especialmente no que diz respeito à jornada de trabalho, à saúde dos empregados e à sustentabilidade da Cassi, o plano de assistência à saúde dos bancários.

O presidente do Sindicato destacou que o movimento tem o papel de pressionar a direção do banco a abrir diálogo com as entidades representativas e respeitar o papel social do Banco do Brasil.

“Estamos aqui nas ruas neste Dia Nacional de Luta contra a postura autoritária do banco. As metas são abusivas, os trabalhadores estão sobrecarregados e sem condições de atingir os objetivos impostos. O Banco do Brasil precisa ser um banco digno, que respeite os funcionários e sirva à sociedade, e não apenas aos interesses de mercado”, afirmou Lindonjhonson Almeida, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba.

“Hoje, os funcionários do Banco do Brasil estão em um dia nacional de luta. Um banco com 217 anos de história está tratando seus funcionários de forma desumana, com metas abusivas. Temos agências no interior funcionando com apenas dois empregados, o que precariza o atendimento e adoece os trabalhadores. Não aceitaremos retrocessos como o retorno à jornada de oito horas”, disse Washington Luiz, diretor de Saúde do Sindicato dos Bancários da Paraíba.

Durante o ato, os dirigentes lembraram que a reestruturação interna vem sendo feita sem diálogo, com a eliminação de funções de seis horas, substituídas por cargos de oito horas, além da suspensão do pagamento de substituições nos meses de novembro e dezembro, penalizando ainda mais quem já enfrenta sobrecarga nas agências.

A Cassi, plano de saúde dos funcionários do Banco do Brasil, também foi um dos temas centrais do protesto. As entidades alertam que o modelo atual de custeio é insustentável e que as políticas de reestruturação do banco, como o programa Performa, podem comprometer a capacidade de atendimento do plano.

O ato também contou com o apoio de representantes políticos, como o vereador Marcos Henriques, que reforçou o compromisso com a luta dos bancários.

“Nosso mandato está aqui para apoiar os trabalhadores do Banco do Brasil. Vamos continuar lutando contra o assédio moral, as metas abusivas e as políticas que colocam em risco a saúde e a dignidade dos funcionários”, declarou Marcos Henriques, vereador de João Pessoa.

O diretor de imprensa do Sindicato destacou que as condições precárias de trabalho também afetam diretamente a população, que depende dos serviços do Banco do Brasil.

“Os colegas do BB estão sendo assediados diariamente. Aumentam as cobranças, as jornadas e a pressão por resultados, enquanto falta pessoal e não há concurso público. Isso não prejudica apenas o bancário — prejudica o atendimento à sociedade. Nossa meta é respeito”, explicou Paulo Henrique, diretor de Imprensa do Sindicato dos Bancários da Paraíba.

Também presente à mobilização, o presidente da CUT Paraíba, Tião Santos, reforçou o caráter coletivo da luta e a importância da organização sindical.

“Estamos aqui em nome da CUT e dos trabalhadores para denunciar a exploração do sistema bancário, que visa apenas o lucro. O Banco do Brasil é um patrimônio da sociedade e não pode seguir a lógica dos bancos privados. Exigimos respeito aos trabalhadores, realização de concursos públicos e condições dignas de trabalho”, afirmou Tião Santos, presidente da CUT Paraíba.

Reivindicações apresentadas pelos bancários

• Manutenção da jornada de 6 horas, sem imposição de cargos de 8 horas sem negociação.
• Fim das metas abusivas e do assédio moral.
• Realização de concursos públicos para recompor o quadro de pessoal.
• Garantia de custeio adequado da Cassi e defesa do plano de saúde dos empregados.
• Retomada do pagamento das substituições nos meses de novembro e dezembro.

O Dia Nacional de Luta foi apenas o início de uma agenda contínua de mobilizações, que inclui reuniões nas agências, panfletagens e diálogo direto com a população, para reforçar a importância do Banco do Brasil como instituição pública e essencial para o desenvolvimento do país.

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