Direção do Sindicato apresenta pesquisa e debate estratégias de atuação do Sintrafi-PB

O Sindicato dos Bancários da Paraíba realizou, neste sábado (21), uma reunião com o Pleno do Sistema Diretivo da Entidade. Na pauta, foi discutida a campanha nacional dos bancários, a campanha de recadastramento e filiação, e foram apresentados os resultados da pesquisa aberta aos bancários da Paraíba, que realizou um mapeamento do perfil dos trabalhadores do setor na base do Sintrafi-PB.

A mesa foi composta inicialmente pelo presidente Lindonjhonson Almeida, a secretária geral Silvana Ramalho, e os diretores Magali Pontes, Marcos Henriques e Lucius Fabiani.

“É necessário que a gente tenha em mente a leitura de conjuntura tanto do ponto de vista mundial, como do ponto de vista nacional e local”, destacou o presidente Lindonjhonson Almeida.

Ele aponta, por exemplo, que movimentos de entes internacionais a exemplo dos Estados Unidos e Israel, na guerra no Oriente Médio aumentam o preço dos combustíveis no Brasil, dando ao cidadão a falsa sensação que se trata de medida do governo nacional.

“Por isso, é importante a leitura crítica por parte dos dirigentes, que têm papel fundamental em fazer com que esses entendimentos tenham ressonância entre os trabalhadores”.

“Esse será um ano cujas eleições nacionais serão extremamente desafiadoras, e o movimento sindical tem que ter uma postura firme e presente”, ressaltou, convocando os diretores do sindicato a estarem cada vez mais presentes nas discussões.

Já a secretária geral Silvana Ramalho reforçou o chamado aos dirigentes para que se façam presentes também nas eleições dos sindicatos bancários que estão ocorrendo esse ano, a exemplo da eleição do sindicato da Caixa Econômica Federal, cujo segundo turno aconteceu nesta semana.

“Nosso posicionamento nessas eleições sindicais será imprescindível para que possamos fazer lideranças e mostrar a força da esquerda”, disse.

Já o diretor Lucius Fabiani, ao apresentar junto ao publicitário Anderson Pires, da agência Signo, os resultados da pesquisa de perfil dos bancários, ressaltou a importância do momento de compartilhamento dos resultados com toda a diretoria para que todos fiquem alinhados no que pode servir como direcionamento para impactar cada vez mais os trabalhadores e trabalhadoras do ramo bancário.

Perfil e Panorama dos Bancários na Paraíba: Uma Categoria Diversificada

A pesquisa quali-quantitativa, realizada com 598 profissionais, cujos resultados foram apresentados durante a reunião pela agência Signo, revela um perfil detalhado da categoria no estado, dividida entre os setores público (62%) e privado (38%).

Demografia e Condições Sociais

Idade e Gênero: A maior concentração de profissionais está na faixa de 36 a 45 anos (44% no setor público e 52% no privado). O equilíbrio de gênero é notável, com uma leve predominância feminina no setor público (53%) e masculina no privado (53%).

Raça e Religião: A maioria se identifica como parda (59% no público; 55% no privado), seguida pela raça branca (34% no público; 38% no privado). No campo religioso, 56% dos entrevistados em ambos os setores declaram-se católicos.

Educação e Renda: O nível de instrução é alto, com 72% dos funcionários públicos e 60% dos privados possuindo pós-graduação ou MBA. Quanto à renda familiar, 36% dos bancários privados recebem até R$ 5 mil, enquanto no setor público a faixa de R$ 10 mil a R$ 15 mil é a mais comum (36%).

Visão sobre o Trabalho e o Sindicato

Ambiente Laboral: O ambiente de trabalho é classificado como “bom” por 58% dos funcionários públicos e 65% dos privados. No entanto, a percepção salarial diverge: enquanto 36% no público acham seu salário justo, 53% no privado o consideram injusto.

Engajamento Sindical: Existe uma disparidade na sindicalização: 70% dos funcionários públicos são sindicalizados, contra apenas 11% no setor privado. Apesar disso, 96% dos bancários públicos e 90% dos privados afirmam conhecer o trabalho do sindicato.

Assédio: Um dado preocupante aponta que 40% dos bancários do setor público e 33% do privado já sofreram assédio moral.

Expectativas e Futuro da Profissão

Prioridades de Luta: A melhoria salarial é o principal motivo que levaria os bancários à greve (37% em ambos os setores), seguida pela melhoria das condições de trabalho.

O Fim das Agências Fisícas?: Sobre o futuro, 85% dos bancários públicos acreditam que o atendimento será feito por meio online/digital com bancários em home office. Já no setor privado, 32% acreditam que as agências fecharão e o atendimento será exclusivamente digital ou remoto.

Pautas Políticas: Entre as propostas consideradas mais importantes, o fim da escala 6×1 lidera com 55% de apoio no setor privado e 45% no setor público.

Qualidade de Vida e Consumo

No orçamento mensal, a alimentação é o item que mais pesa para os bancários públicos (43%), enquanto para os privados, o impacto maior vem dos gastos com saúde (26%) e moradia (22%). Quando questionados sobre onde gostariam de investir, a realização de viagens de férias foi a resposta de 42% dos bancários públicos e 37% dos privados.

Insights revelados

Um dos “insights” mais relevantes é que as expectativas dos bancários extrapolam as funções tradicionais do sindicato. Temas como o fim da escala 6×1 e a melhoria salarial são vistos como bandeiras permanentes que devem ser defendidas com investimento pesado em mídia.
Além disso, a saúde e o bem-estar físico ganharam protagonismo. Existe um forte apelo por:

Atividades Físicas: A pesquisa sugere o uso do espaço da sede para práticas esportivas permanentes, como campeonatos e ligas, em vez de torneios isolados.

Realização de Sonhos: Quase todos os participantes manifestaram o desejo de investir em viagens de férias. O estudo sugere parcerias comerciais que facilitem esses desejos podem ser o “atalho” para aproximar a categoria da discussão política.

rg

 

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