Getting your Trinity Audio player ready...
|
A afirmação foi feita no sábado, em Comandatuba (BA), durante palestra no V Encontro da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). Na sequência, ele reiterou a avaliação contida na ata de que existe "elevada a probabilidade de concretização de um cenário que contempla a taxa de juros se deslocando para patamares de um dígito".
O diretor, que também responde pela diretoria de Normas, destacou a ajuda que a política fiscal vem dando à política monetária no gerenciamento da demanda agregada da economia e, por consequência, no controle da inflação. "Neste momento (de corte de juros), a atenção à solidez fiscal deve ser redobrada", disse ele, lembrando que "foi confirmada a continuidade da consolidação fiscal".
Falando sobre a atual crise mundial, Awazu avaliou que o Brasil está "bem posicionado nesta conjuntura internacional complexa". Ele lembrou que o BC tem à sua disposição instrumentos prudenciais-regulatórios "amplos e capazes de atuar na prevenção de vulnerabilidades excessivas do sistema financeiro", fator que ajudou o país a resistir melhor à crise de 2008/2009.
"Estamos atravessando essa nova fase da crise de maneira adequada, com impactos previsíveis e previstos", disse o diretor, vendo aí a razão de "um certo otimismo do mercado" e o forte ingresso líquido de moeda estrangeira no país nesse início de ano.
Fonte: Valor Econômico/Mônica Izaguirre