Diretoria reafirma compromisso de mobilizar categoria contra MP881 e Reforma da Previdência

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A reunião do Pleno do Sistema Diretivo do Sindicato dos Bancários da Paraíba realizada na manhã deste sábado (20) debateu a MP 881 que nada mais é do que uma nova reforma Trabalhista que quer escravizar de vez a classe trabalhadora, ao acabar com a jornada especial de seis horas e o repouso remunerado aos sábados, domingos e feriados. O advogado trabalhista Jonathan Pontes foi convidado para falar sobre a conjuntura, com foco nos malefícios dessa nova investida do governo contra trabalhadoras e trabalhadores e a reforma da Previdência.

A Medida Provisória 881/2019, editada pelo governo em maio, e que teve seu texto ajustado e ainda mais piorado pelo relator da medida, deputado Jeronimo Goergen (PP-RS), foi aprovada em Comissão Mista do Congresso no último dia 11. Por conta das alterações, a medida ainda precisa ser aprovada pelos plenários da Câmara e do Senado até o dia 10 de setembro, para não perder a validade.

Jonathan Pontes, explica que essa projeto apelidado pela equipe econômica de Bolsonaro de MP da “Liberdade Econômica”, permite aumento da jornada de trabalho, autoriza trabalhos aos domingos e feriados sem negociação coletiva de várias categorias e estipula que trabalhadores rurais não estão sujeitos a jornada de trabalho, entre mais de 30 alterações nas leis trabalhistas.

“O principal problema dessa MP é que ela acaba com os valores consolidados na Constituição Federal. Como o valor social do trabalho, a dignidade da pessoa humana e a hipossuficiência do trabalhador. A MP quer que um trabalhador humilde diante o mesmo processo tenha o mesmo peso de uma grande multinacional. Isso não é possível e vai cada vez aprofundar o desemprego no país”, alertou.

Após a explanação do convidado, a mesa composta pelo presidente Marcelo Alves e a secretária geral, Silvana Ramalho, abriu para as intervenções dos integrantes da Diretoria, que destacaram a gravidade das consequências geradas pela reforma Trabalhista, agravadas pela MP 881, bem como a ameaça da Reforma da Previdência, já aprovada em primeiro turno, que ataca diretamente não só os trabalhadores, mas o desenvolvimento do país, uma vez que abrirá uma sangria na maioria dos municípios, cuja economia gira em torno das aposentadorias.

O presidente do Sindicato, Marcelo Alves, avaliou positivamente a primeira reunião da diretoria eleita em maio, com renovação de cerca de 20% dos seus membros.”A diretoria, que tomou posse no dia 11, reforçou o compromisso de campanha em buscar estratégias de mobilização e de luta da categoria ante os desafios impostos pelo governo ultraliberal, fazendo um debate de alto nível com o advogado convidado, que é referência nas discussões sobre as pautas trabalhistas e previdenciárias na Paraíba. Vamos à luta, companheiros; somos todos Paraíba”, concluiu.

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