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"Os bancos desligaram um Pacaembu lotado de pais e mães de famílias em apenas 18 meses, o que mostra a perversidade da rotatividade e do descaso com o emprego", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "No mesmo período as instituições financeiras geraram somente 9.048 novos postos de trabalho", completa.
O emprego bancário é o tema da terceira rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) pela Campanha Nacional dos Bancários 2010. O encontro acontece nesta quarta e quinta-feira, 8 e 9 de setembro, em São Paulo.
Entre as principais reivindicações dos bancários está a proteção contra demissões imotivadas, mais contratações, melhores condições de trabalho, igualdade na remuneração, reversão das terceirizações e fim dos correspondentes bancários mediante substituição por agências e postos de atendimento. Os sindicatos acompanham a negociação promovendo nesta quarta um dia nacional de luta pelo emprego, pressionando os bancos a atenderem as reivindicações da categoria.
Nas rodadas anteriores foram discutidas as demandas de saúde, segurança e condições de trabalho, com poucos avanços. As questões de remuneração, que incluem o reajuste salarial de 11%, serão negociadas na próxima semana. A database dos bancários é 1º de setembro.
"A geração de empregos vem sendo travada pela rotatividade que os bancos praticam para reduzir os custos e turbinar os lucros", afirma o presidente da Contraf-CUT.
"Esse aumento da rotatividade reduziu a massa salarial da categoria, aumentando ainda mais os lucros dos bancos. A remuneração média dos admitidos nos primeiros seis meses de 2010 foi 38,04% inferior à dos desligados e as mulheres continuam recebendo salários inferiores aos dos homens nos bancos", denuncia Carlos Cordeiro.
Para o dirigente sindical, é necessário acabar com essa rotatividade e ampliar a geração de empregos. "Os bancários querem proteção contra demissões imotivadas, conforme estabelece a Convenção 158 da OIT, mais contratações, melhores condições de trabalho, igualdade na remuneração, reversão das áreas terceirizadas e fim dos correspondentes bancários mediante substituição por agências e postos de atendimento".
Fonte: Contraf-CUT