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Nos primeiros tempos, a criação foi vista com euforia. Entre os argumentos dos defensores do projeto, estão a estabilidade dos preços ao consumidor – desde 1999, a inflação média na zona do euro não passa de 2% – e facilidade nos negócios para empresas do bloco.
Nos últimos 24 meses, porém, a moeda tem sido alvo de críticas e dúvidas. Desde a eclosão da crise da dívida grega, a própria sobrevivência do euro é questionada.
– Tudo parecia ir muito bem até a crise financeira, que lançou luzes sobre falhas institucionais da zona do euro – observa Philip Whyte, do pesquisador do Centro de Reforma Europeia.
Rebaixamentos em massa por agências de classificação de risco sobre as notas de Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha e Itália são riscos à estabilidade.
Para especialistas em câmbio, o euro só não implode porque seu desaparecimento não interessa a quase ninguém. Na avaliação do economista Dominique Thiébaut, o fim da moeda única seria desastroso para bancos devido à previsível depreciação de moedas dos países do sul da Europa, dos quais as instituições são credoras.
Uma década de altos e baixos
A situação do euro em números:
– 17 países adotam a moeda
– 332 milhões de habitantes a utilizam
– 2% é a inflação anual média
– 2,3% foi a desvalorização em relação ao dólar em 2011
Fonte: Zero Hora